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Curso de Saúde da Mulher em grande na Escola de Outono!

O Curso de Saúde da Mulher regressou no Outono de 2017 ao panorama das Escolas da APMGF e deu um importante contributo para as capacidades dos MF lidarem em consulta com as múltiplas necessidades da população feminina. “Ao nível da menopausa, por exemplo, registaram-se atualizações dos consensos internacionais já este ano e para nós é muito importante poder discutir estas questões. Somos MF, vemos doentes dos 0 aos 100 anos de idade e como é óbvio é importante perceber qual é o desenvolvimento da mulher com o envelhecimento e as mudanças específicas da menopausa, de forma a que possamos fazer um aconselhamento mais próximo”, garante Inês Madanelo, interna do 2º ano na UCSP Vouzela – ACeS Dão/Lafões. Tiago Sanches (interno do 1º ano também na UCSP Vouzela) completa: “os temas neste curso foram muito bem escolhidos, estão adaptados à nossa prática diária e cobrem algumas carências nesta área de intervenção. A unidade de saúde onde trabalho está integrada num contexto rural e lidamos com muitas mulheres já numa faixa etária mais avançada. Tradicionalmente, na formação que recebemos não existe uma grande preocupação com os aspetos da saúde da mulher nesta fase de vida, algo que se verificou neste curso”. Inês Madanelo recorda que em todo o país a atenção está muito focada na saúde da mulher em idade fértil e ativa e que pouco é feito, em termos formativos e operacionais, no sentido de atender às necessidades de mulheres mais velhas: “temos organizados rastreios do cancro do colo do útero e o seguimento destas mulheres em consulta. Ora, o apoio na menopausa é muito mais sintomático, nada está regulamento, nada obriga o MF a fazer trabalho nesta área e nenhum indicador associado a estas intervenções é medido. Mas a verdade é que estas mudanças afetam muito o dia-a-dia da mulher e a sua qualidade de vida”.

O curso em questão, que contou com um conjunto de formadores altamente capacitado e com origem na Ginecologia/Obstetrícia, englobou um módulo de técnicas de colocação de dispositivos intra-uterinos e de implantes sub-cutâneos. Uma mais valia, sobretudo porque em algumas regiões do país, como os Açores, esta valência não está institucionalizada no programa do internato de MGF.

Comprovou-se que existe uma grande procura deste tipo de cursos, sobretudo por parte de internos mais jovens, muitos deles neste momento a frequentarem os estágios associados à saúde da mulher. É de sublinhar, também, a feliz aliança que conseguimos entre a parte teórica e a parte prática, virada para a MGF e com os palestrantes focados naquilo de que realmente precisamos nos CSP”, adianta Margarida Moreira, coordenadora do Grupo de Estudos de Saúde da Mulher da APMGF, que organizou o curso. Segundo Margarida Moreira, foi importante a atenção dada à menopausa e aos efeitos que esta provoca na vida da mulher, já que muitas vezes este tópico fica excluído de formações centradas na saúde da mulher: “é uma área onde ainda subsistem muitos mitos e que corresponde a uma vertente assistencial que não podemos descurar na MGF”. Pode-se afirmar que o curso esteve mesmo na vanguarda do conhecimento, já que ao nível da revisão das principais orientações e recomendações, perspetivou-se não só o presente como o futuro, assegura Margarida Moreira: “falámos dos avanços nos consensos de contraceção que vão ser difundidos no próximo ano, da mesma forma que abordámos os consensos de menopausa que saíram neste ano de 2017 e para os quais contribuíram alguns dos nossos palestrantes convidados. Ou seja, aflorámos antecipadamente algumas normas às quais ainda não acedemos e que foram pois debatidas, em primeira mão, na Escola da APMGF”.

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