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APMGF ajuda a traçar o caminho!

Nova métrica para as listas de utentes

Na manhã do dia 17 de março decorrerá um dos mais relevantes debates do 34º Encontro Nacional, precisamente o que estará focado na nova métrica para as listas de utentes dos médicos de família (MF). É sabido que num curto espaço de tempo as carências de MF em todo o território nacional estarão ultrapassadas, graças ao ingresso de um número cada vez mais substancial de novos especialistas nas unidades. Após essa fase, será fundamental que todos se concentrem ainda mais no apuramento da qualidade dos cuidados e das condições de trabalho das equipas, objetivo de que é indissociável o reequacionamento da dimensão das listas dos especialistas de MGF.

Neste âmbito, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) tem vindo a fazer um trabalho rigoroso nos últimos anos, que permite definir uma nova métrica equilibrada para as listas de utentes, trabalho esse cujos contornos serão conhecidos neste debate. “Na sessão será apresentado pela primeira vez um algoritmo novo de Ajustamento e Ponderação das Listas de Utentes. Este algoritmo irá ponderar diferentes aspetos sobre os diferentes contextos de trabalho e exercício da MGF, e pela primeira vez apresenta-se um indicador complexo desenvolvido com metodologia estatística e matematicamente validada”, explica Tiago Maricoto, vogal da direção da APMGF que coordenou a elaboração desta proposta.

O novo indicador irá permitir ajustar a dimensão da lista de utentes a aspetos como a carga de trabalho e o perfil de consumo da população em diferentes locais, ou mesmo o grau de atractividade que os locais apresentam para fixar os profissionais durante os processos concursais.

Assim, de acordo com Tiago Maricoto, “esta nova métrica está desenhada para colmatar várias dificuldades e problemas que se têm verificado nos últimos anos em Portugal. Por um lado, a excessiva carga de trabalho que certos contextos de exercício têm representado para alguns colegas e, por outro, a dificuldade que a tutela tem em fixar colegas novos em locais pouco atrativos e mais carenciados”.

Na mesa deste debate deverão participar representantes da APMGF, mas também da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), da Coordenação Nacional para a Reforma do SNS na área dos CSP, dos sindicatos médicos e do Colégio de MGF da Ordem dos Médicos.

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