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APMGF defende alterações na política direcionada para os CSP

Audiência com Paulo Macedo

Uma delegação da APMGF, liderada pelo presidente, Rui Nogueira, foi recebida no dia 25 de fevereiro pelo Ministro da Saúde, Paulo Macedo. No decurso do encontro – em que estiveram também presentes o Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, o vice-presidente da APMGF, Jorge Brandão, e o secretário da direção nacional, Nuno Jacinto – os responsáveis da APMGF discutiram demoradamente com o titular da pasta da saúde aspetos essenciais para a especialidade e para os cuidados de saúde primários, tais como a situação atual nos centros de saúde, a carreira médica, a reforma dos CSP e o Internato Médico.
 
No âmbito da audiência, o presidente da APMGF entregou ao ministro da Saúde um memorando, em que apontava os principais problemas identificados em cada uma daquelas áreas. Nomeadamente, a falta de médicos em muitas unidades de saúde, a exaustão dos profissionais e a inoperacionalidade dos sistemas informáticos. No que diz respeito à carreira médica, os responsáveis da Associação frisaram, designadamente, a necessidade de concursos de provimento céleres e simplificados, com datas fixas, ou seja, em maio e novembro de cada ano; concursos de movimento, dirigidos a médicos colocados nos ACES, de modo a permitir um movimento salutar; e concursos de novos ingressos, direcionados para os médicos de família que desejem ingressar na carreira médica do SNS. Ainda nesta área, a discussão centrou-se nos quadros médicos de carreira nos ACES/Centros de Saúde. Relativamente à reforma dos cuidados de saúde primários, a APMGF defendeu a renovação da reforma dos CSP, a generalização das unidades de saúde de proximidade e ainda unidades ponderadas e ajustadas.
 
Por último, foram abordadas questões relacionadas com o Internato Médico, com particular ênfase na atual pletora médica, no novo regulamento do Internato de MGF, no Ano Comum e nos ingressos nas faculdades de Medicina. Neste domínio, os responsáveis da APMGF assinalaram, designadamente, a impossibilidade prática de terminar com o Ano Comum e a necessidade de diminuir os ingressos nas faculdades de Medicina.
 

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