Gerais
0

Diploma cria grupo de trabalho para a análise e apresentação de propostas

Medicina Física e de Reabilitação em Ambulatório:

Após um longo e atribulado processo em torno do Sistema de Classificação de Doentes em Medicina Física e de Reabilitação de Ambulatório (SCD-MFRA), instrumento muito criticado pelos profissionais de saúde e imposto pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) como processo único de referenciação dos CSP para a Medicina Física e de Reabilitação (MFR) convencionada, foi publicada no passado dia 19 de setembro a Portaria n.º 252/2016, que cria um grupo de trabalho para a análise e apresentação de propostas no âmbito da Medicina Física e de Reabilitação em Ambulatório (MFRA).

Este grupo integrará dois representantes da ACSS (um dos quais presidirá aos trabalhos), dois representantes dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, um representante da Direção-Geral da Saúde, um representante de cada uma das coordenações nacionais para a reforma do Serviço Nacional de Saúde, um representante de cada um dos colégios das especialidades de Medicina Geral e Familiar e de Medicina Física e Reabilitação da Ordem dos Médicos, um representante da Ordem dos Enfermeiros (área da enfermagem de reabilitação), um representante das sociedades científicas representativas dos cuidados de saúde primários e um representante das do setor da MFR, um representante das associações dos fisioterapeutas, terapeutas da fala e terapeutas ocupacionais, um representante das entidades convencionadas na área da MFR e um representante de cada uma das Administrações Regionais de Saúde.

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) terá, assim, assento neste grupo de trabalho, no seio do qual procurará expressar as preocupações dos médicos de família relativamente a esta componente fundamental dos cuidados prestados aos seus utentes.

Espera-se que este grupo de trabalho apresente propostas sobre “modelos de organização e prestação de cuidados de MFRA nos CSP”, defina os “requisitos funcionais e novos fluxos de informação que determinem as alterações aos sistemas de informação existentes no SNS a efetuar pela SPMS, com o apoio da ACSS”, projete “estudos que validem as boas práticas e avaliem o seu impacto clínico e económico” e sugira “modelos funcionais de articulação da MFRA entre os CSP, os CSH e os CCI”. Caberá, ainda, a este grupo lançar as bases para “experiências-piloto nos cuidados de saúde primários, que demonstrem a sua mais-valia na obtenção de ganhos em saúde e eficiência para os utentes e para o SNS” e apresentar “um plano estratégico que garanta a sustentabilidade futura dos modelos que sejam preconizados, numa lógica centrada nas necessidades da população, em termos de equipa multidisciplinar”.

Leia Também

Administração também deve ser discriminada positivamente

Editorial por João Sequeira Carlos

Organizações do setor lançam manifesto para uma mudança na contratualização

Recentes

Menu