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Doutoramento em Investigação Clínica e Serviços de Saúde

Carlos Martins

O médico de família Carlos Martins, autor do portal MGFamiliar e assistente convidado da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, concluiu o seu doutoramento em Investigação Clínica e Serviços de Saúde naquela faculdade, a 22 de julho, com a defesa da tese “Preventive Services in Family Medicine”.
 
O júri, presidido pelo Prof. Doutor José Agostinho Marques Lopes (diretor da faculdade de Medicina da Universidade do Porto), foi constituído pelos Prof. Doutores Rui Manuel Lopes Nunes, Jaime Correia de Sousa, Alberto Pinto Hespanhol, Armando Brito Sá e Maria Luciana Domingues do Couto.
 
A tese de Carlos Martins parte da evidência de que “a maioria dos portugueses acredita que deve efetuar um grande número de exames médicos com uma frequência anual e refere que costuma ter esta prática”. E, de acordo com o médico de família, “os nossos resultados identificam uma tendência para o uso excessivo dos recursos da saúde”.
 
Por outro lado, “entre os médicos de família portugueses, existe um elevado grau de concordância da sua prática clínica com as recomendações da United States Preventive Services Task Force (USPSTF). Contudo, também existem alguns indicadores que sugerem o uso excessivo de algumas atividades, o que levanta preocupações relacionadas com possíveis danos associados ao intervencionismo excessivo com intenção preventiva”.

     

Segundo os resultados de um dos três estudos realizados por Carlos Martins, “a remoção de exames desnecessários de um menu de atalho rápido do módulo informático de prescrição de exames complementares de diagnóstico teve um impacto significativo e reduziu a prescrição desnecessária de testes”.

 
Na perspetiva do médico de família, “esta tese demonstra a importância de se colocar a prevenção quaternária em prática em diferentes níveis”. Nomeadamente, “estratégias de comunicação centradas no paciente sobre o uso adequado de exames médicos e intervenções preventivas, com informação e discussão apropriada dos riscos, são urgentemente necessárias e fundamentais para alcançar um uso mais racional das atividades preventivas e para impedir as consequências do intervencionismo médico excessivo”.
 
No futuro, “será importante a realização de investigação no terreno que avalie diretamente a aplicação de atividades médicas com intenção preventiva pelos médicos de família, bem como o melhoramento do perfil de indicadores de desempenho e a sua monitorização”, defende Carlos Martins, que aponta igualmente a necessidade da “melhoria e validação científica de ferramentas de informática médica”.

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