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Exame final do Internato domina trabalhos

12º Encontro de Internos de MGF e Jovens Médicos de Família

Já arrancou, na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, o  12º Encontro Nacional de Internos de MGF e Jovens Médicos de Família. Na sessão de abertura, o presidente da APMGF, João Sequeira Carlos, apontou a pertinência dos principais temas em discussão: o exame final de internato e a organização do internato de Medicina Geral e Familiar.  Os assuntos são polémicos mas a sua abordagem é essencial, considera o presidente da Associação.
 
O dirigente chama igualmente a atenção para as sessões de trabalho prático, que vão decorrer ao longo de todo o Encontro, na medida em que “a nossa especialidade é baseada no encontro entre o médico e o paciente e a forma como estabelecemos a relação com os nossos doentes. Contudo, não podemos esquecer que na medicina moderna existe também uma componente importante de tecnologia e certamente que o médico de família, com a elevada capacidade resolutiva que tem na sua consulta, ao introduzir novas aptidões e novas habilidades técnicas, pode aumentar a abrangência e a oferta de cuidados aos seus pacientes, em continuidade, em proximidade e ao longo da vida”.
 
Cresce a contestação ao atual modelo do exame final do Internato
 
O atual formato do exame final da especialidade de Medicina Geral e Familiar “é uma cerimónia iniciática absurda”. Esta foi uma das opiniões mais partilhadas pelos participantes na mesa redonda “avaliação final do Internato”. Moderada por Hélder Farinha, médico de família do ACES Cova da Beira, contou com a participação de Ana Quelhas, da USF Terras de Santa Maria, Denise Velho, representante do Colégio de Especialidade da Ordem dos Médicos, e Luís Filipe Gomes, representante da ADSO (Associação de Docentes e Orientadores de MGF).
 
Segundo uma sondagem realizada por Ana Quelhas, que incidiu num universo de 225 médicos de família de todas as coordenações, incluindo os Açores e a Madeira, a grande maioria dos MF está insatisfeita com o formato atual do exame. Com base nos seus comentários, Ana Quelhas avança com uma proposta concreta: o exame deve incluir a avaliação contínua, um teste de escolha múltipla bem elaborado, auditorias dos registos clínicos e um exame de base clínica objetivo.
Já de acordo com Denise Velho, as propostas do Colégio de Especialidade de MGF da Ordem dos Médicos consistem em manter as três provas mas avança-se com a possibilidade de três modalidades da prova prática: observação de um utente, elaboração da história clínica e sua discussão; discussão de três casos clínicos apresentados pelo júri sem a presença do utente e, por último, análise e avaliação de três consultas vídeogravadas apresentadas pelo candidato. No que se refere à prova teórica, o Colégio propõe a manutenção da prova atual ou um teste de escolha múltipla, bem elaborado. Esta temática voltará a ser objeto de discussão na tertúlia que vai reunir internos, jovens médicos de família e seniores, ao final do dia.

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