Política de saúde
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Iniciativa superou todas as expetativas

1º Encontro de Médicos de Família do Algarve

A realização do 1º Encontro de Médicos de Família do Algarve revela uma consciência natural de que, provavelmente, cada região do país precisa de respostas diferentes nos cuidados de saúde primários, afirmou Jaime Mendes, presidente da Secção Regional do Sul da Ordem dos Médicos, na cerimónia de abertura do Encontro, organizado pela Delegação Distrital de Faro da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

No 1º Encontro de Médicos de Família do Algarve, a organização propôs a discussão de assuntos relacionados com a insónia, a disfunção eréctil, os doentes difíceis, as lesões cutâneas e as hemorragias uterinas anómalas.

“Os vossos trabalhos e as vossas discussões e audições abrirão nalguns casos novos caminhos e noutros até a confirmação de que estão no caminho certo e isso tem uma importância extrema para a melhoria dos cuidados que prestam aos doentes”, afirmou Jaime Mendes, que deixou ainda um apelo: “resistam ao computador. Encontrem formas de manter viva a vossa relação com o doente”.


     


No Algarve, “a carência de médicos e a dificuldade de conseguirmos fixar mais colegas, é o maior desafio com o qual nos debatemos e é uma luta que gostaríamos muito de ganhar”, afirmou, por seu turno, o presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve, João Moura dos Reis. “A ARS do Algarve, em articulação com o Ministério da Saúde, tem vindo a desenvolver estratégias estruturadas e responsáveis ao longo dos últimos anos para aumentar a resposta dos cuidados de saúde primários e hospitalares. O esforço de reforçar os recursos humanos na região do Algarve tem sido uma das grandes apostas deste conselho diretivo e continuará a ser, não só na área médica e de enfermagem, como em todas as outras áreas”.

De facto, segundo o presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, “no plano da saúde, como noutros planos da nossa vida coletiva, as coisas não estão bem (…). Os cidadãos queixam-se de que é muito difícil aceder aos cuidados de saúde e que a sua vida, neste plano, tem andado para trás nos últimos anos”. Apesar desta questão ter muito mais a ver com política do que com ciência, o autarca sublinhou que não é possível isolar um mundo do outro: “as coisas, na verdade, estão intimamente ligadas. Bons cuidados de saúde requerem políticas acertadas e temos a sensação de que essas políticas nos têm faltado nos últimos tempos”.

O 1º Encontro de Medicina Geral e Familiar do Algarve registou a participação de 107 médicos de família e internos da especialidade. “As expetativas foram ultrapassadas”, afirmou Daniela Emílio, responsável da Delegação Distrital de Faro da APMGF.

O evento contou com o pleno apoio da Associação, na medida em que, como recordou Nuno Jacinto, secretário da direção nacional, “as delegações distritais são um elemento de proximidade aos sócios e de ligação a quem está no terreno”.

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