GeraisSNS
0

Leal da Costa garante que SNS não está em risco

31º Encontro Nacional de MGF

“O Serviço Nacional de Saúde não só não está em risco, como está hoje melhor do que quando o encontrámos”, afirmou o secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, na cerimónia de abertura do 31º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar que decorre, até sábado, no Centro de Congressos de Vilamoura, no Algarve.
Reportando-se àquilo que denomina como “a mitologia dos cortes”, o governante sublinhou que nem todos os problemas do SNS derivam da redução do financiamento. Aliás, na sua perspetiva, o Serviço Nacional de Saúde tem sido capaz de “acomodar uma redução muito significativa de financiamento e continuar a funcionar”.  Isso só tem sido possível graças aos seus profissionais: “a verdade dos factos é que a sobrevivência e a resistência do sistema de saúde é devida aos seus profissionais e a mais ninguém”, afirmou, dando como exemplo da resiliência do SNS a redução da mortalidade, o aumento da produção cirúrgica e das consultas nos cuidados de saúde primários.
 
WONCA Europe 2014 é um reconhecimento da força internacional da APMGF
 
Do programa do 31º Encontro Nacional, Fernando Leal da Costa destacou especialmente as sessões dedicadas à gestão dos doentes crónicos e à integração de cuidados. Considerando que esta última ainda está longe de ser aquilo que se pretende, afirmou que “o país tem muito a ganhar com uma maior integração e participação dos profissionais”.
O secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde teve igualmente palavras muito elogiosas para a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar pela realização, pela primeira vez no nosso país, do congresso europeu de MGF – WONCA Europa, que se irá realizar entre 2 e 3 de julho próximo. Na sua opinião, “a escolha de Portugal é um reconhecimento dos nossos CSP, dos seus profissionais e da força internacional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar”.
 
Sequeira Carlos realça importância da MGF para a estabilidade do SNS
 
Na sua intervenção, João Sequeira Carlos, presidente da APMGF, sublinhou que o Encontro Nacional de MGF é “o verdadeiro fórum dos cuidados de saúde primários”, onde ano após ano são debatidos os seus aspetos mais prementes e os fatores críticos para o seu desenvolvimento contínuo. Foi por isso que “ apesar da exigência que representa este ano o 19º Congresso Europeu de Medicina Geral e Familiar – WONCA Europa – a APMGF decidiu manter a realização do Encontro. Assumimos o risco para honrar os compromissos da tradição associativa”, explicou.

     

O lema do 31º Encontro Nacional de MGF – Na rota da Inovação, com Qualidade em  Proximidade – “deve criar em toda a comunidade de médicos de família um impulso motivacional para que a prática diária repercuta a ação exigida aos cuidados de saúde primários do século XXI”, enfatizou. Todos os dias,”junto dos nossos pacientes e da população que servimos, são criados momentos de interação que têm impacto nos seus níveis de saúde. Devemos estar conscientes da preponderância do nosso papel na sociedade e da importância que tem a Medicina Geral e Familiar para a estabilidade do Serviço Nacional de Saúde”.

 
Formação médica não representa um custo, mas sim um benefício
 
Imediatamente a seguir à cerimónia de abertura, teve lugar o primeiro debate plenário do 31º Encontro Nacional: o futuro do Internato de MGF. Moderado pela vice-presidente da APMGF, Rubina Correia, contou com a presença de Serafim Guimarães, presidente do Conselho do Internato Médico, José Silva Henriques, presidente do Colégio da Especialidade de MGF da Ordem dos Médicos, Susana Medeiros, coordenadora do Departamento de Internos e Jovens Médicos de Família da APMGF e de Nuno Liça Pinto, interno de MGF da Unidade de Saúde Familiar Ria Formosa, do ACES Algarve Central.

     

A qualidade da formação, o planeamento das necessidades e das capacidades formativas, o modelo de exame de acesso à especialidade e o programa do Internato, foram alguns dos pontos fortes do debate, com Serafim Guimarães a afirmar que o Ministério da Saúde tem de perceber que a formação médica não representa um custo, mas sim um benefício.

Esta temática é de tal modo importante que a APMGF, apesar de este ano não efetuar o seu congresso anual, em virtude da realização do 19º Congresso Europeu de MGF – WONCA Europa, decidiu manter a realização, em setembro, do Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família, no âmbito do qual terá lugar uma conferência especificamente dedicada à formação.

Leia Também

Lançado livro inédito sobre patologia da coluna vertebral

Sociedades médicas dos CSP congregam esforços

MGF tem mais um Doutor!

Recentes

Menu