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Livro de bolso apoia MF na avaliação e seguimento do doente com HBP

Parceria APMGF/APU/GSK

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e a Associação Portuguesa de Urologia (APU) desenvolveram um protocolo de avaliação e seguimento do doente com HBP, onde são compilados todos os conhecimentos principais baseados nas guidelines internacionais e na Medicina baseada na evidência, inserindo tópicos muitas vezes discutidos na comunidade médica como, por exemplo, quais os critérios de reencaminhamento de um doente com HBP da Medicina Geral e Familiar para a consulta de Urologia. Esta parceria resultou no lançamento de um livro de bolso, contendo o referido protocolo de avaliação e seguimento do doente com HBP, concretizado com o patrocínio da empresa GlaxoSmithKline (GSK), intitulado “Avaliação e Seguimento do Doente com HBP”.

Este pequeno e valioso auxiliar para qualquer médico de família (MF) tem como autores Arnaldo Figueiredo (urologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e vice-presidente da APU), João Sequeira Carlos (presidente da APMGF), Paulo Príncipe (urologista do Centro Hospitalar do Porto), Rubina Correia (vice-presidente da APMGF) e Tomé Lopes (diretor do Serviço de Urologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e presidente da APU).

No prefácio da obra é referido que a mesma pretende ser um “guia objetivo que espelhe a realidade da nossa prática diária, com indicações básicas de atuação nos doentes com hiperplasia prostática, permitindo aos médicos de Medicina Geral e Familiar a aquisição de conhecimentos, o desenvolvimento de atitudes e as aptidões necessários para vigiar estes doentes”. É ainda salientado que “um correto acompanhamento dos doentes com esta patologia, partilhado entre os cuidados de saúde primários e a consulta de Urologia, permite tratar de modo eficaz os sintomas e minimizar as complicações da Doença”.

Esta parceria entre APMGF e APU será a primeira entre muitas outras que se perspetivam para o futuro e em áreas de interesse comum para as duas especialidades médicas, nomeadamente através da criação de um conjunto de protocolos consensualizados entre as duas disciplinas.

É importante mencionar que o livro de bolso agora lançado será amplamente divulgado junto dos médicos de família portugueses, inclusivamente através de ações presenciais de divulgação da obra, que já arrancaram no terreno.


     


Para João Sequeira Carlos, coautor do livro e presidente da APMGF, “esta é uma parceria muito interessante, com uma associação congénere que representa a especialidade da Urologia, que tem obviamente pontos de contacto com a MGF. Este guia, construído no âmbito da tal parceria técnico-científica, permitirá levar a toda a comunidade médica – e acima de tudo aos MF – uma obra que nos parece poder vir a ser muito importante na abordagem à patologia prostática, no nosso dia-a-dia de consulta. Sobretudo porque se trata de um tema sensível, que encerra matérias controversas”.

O presidente da APMGF garante que este livro de bolso está muito bem desenhado “e adaptado à realidade da prática clínica dos MF portugueses, não passando ao lado de questões polémicas, como sejam o PSA, pelo que tem todas as condições para ser uma obra do agrado de todos os colegas”.

De acordo com Arnaldo Figueiredo, um dos autores da obra, “a Direcção da APU tem como prioridade assumida o estabelecimento de parcerias com especialidades afins, sendo a Medicina Geral e Familiar (MGF) um exemplo primeiro de entre estas. É bem conhecido que uma parte significativa das consultas de MGF – os dados disponíveis apontam para uma em cada sete – são motivadas por patologia do foro urológico. E, de entre esta, a hiperplasia benigna da próstata ocupa um espaço importante no contexto da população masculina. Um estudo realizado em 2007, com o patrocínio científico da APU e em que participaram 36 centros de saúde, mostrou que um em cada 10 homens com mais de 50 anos que recorrem ao seu médico de família o faz especificamente por patologia prostática e 1 em cada 5 está medicado para a HBP”.

Assim, para o vice-presidente da APU, “a elaboração de um livro de bolso sobre a abordagem prática da HBP numa parceria da APU com a APMGF, possível graças ao apoio concedido pela GSK, reveste-se do maior interesse e constitui prova clara de que projectos desta natureza beneficiam se forem concebidos em espírito de colaboração de ambas as Associações”.

Segundo Bruno D’Almeida, Responsável Científico de Urologia da GSK Portugal, este é “um protocolo escrito por médicos, para médicos, com base na realidade do dia a dia e tendo sempre o foco no que se considera o mais importante e a base deste trabalho – o doente”. O mesmo responsável garante que a GSK não pensou duas vezes, antes de apoiar uma iniciativa com tamanho impacto e utilidade: “foi com muito orgulho que a GSK actuou como patrocinadora e facilitadora desta acção, que acreditamos trazer grandes benefícios à comunidade médica”.

Se desejar aceder ao protocolo clínico gerado no âmbito desta parceria, poderá fazê-lo através deste link.

 

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