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“Medicina Geral e Familiar é a especialidade do futuro”

Leal da Costa na inauguração do 18º CNMGF

“Esta é a especialidade do futuro e a que mais cresce no presente”, afirmou o secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, na cerimónia de inauguração do 18º Congresso Nacional de Medicina Geral e Familiar.
Referindo-se ao tema do congresso, “primum non nocere”, o governante considera que é este conceito que “deve orientar toda a prática de um profissional de saúde e é este o lema, de resto, que tem ditado a nossa atuação no ministério da Saúde: não estragar e, a partir daí, melhorar”.
 
Numa crítica aos seus adversários políticos, que avançaram “um cenário de destruição do Serviço Nacional de Saúde”, Leal da Costa afiançou que, pelo contrário, “o executivo tem vindo a tentar assegurar as condições para a sua exequibilidade, sem fantasias e sem promessas que não se possam cumprir”.
 
No âmbito dos cuidados de saúde primários, o governante referiu a existência de “380 USF em atividade, das quais 167 em Modelo B, com um total de mais de 2.600 médicos envolvidos”. Outras 48 estão preparadas para arrancar em breve, segundo dados das Administrações Regionais de Saúde, avançou.
 
No que se refere aos recursos humanos, “vamos colocar mais 158 especialistas de Medicina Geral e Familiar este ano”. Contudo, “o número de reformados poderá ser o dobro”, facto que “apenas será parcialmente compensado pela adesão com horário de 40 horas e o consequente aumento do número de utentes”. Nesse sentido, Leal da Costa aproveitou a ocasião para “convidar os colegas que ainda não o fizeram, e estando em condições de o fazer, para pedirem esta alteração”.
 
Cuidados de proximidade são a melhor resposta
 
“Se temos hoje indicadores de saúde que colocam Portugal na linha da frente é porque o Serviço Nacional de Saúde assegurou nos mais de 30 anos de vida elevados níveis de desempenho e cobertura junto da população”, frisou o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar na sua intervenção. Recordando “o esforço e a dedicação de todos os profissionais de saúde”, o dirigente da APMGF sublinhou igualmente a importância do papel da Associação e “a marca indelével deixada no Serviço Nacional de Saúde” ao longo dos seus 30 anos de existência, quase tantos como o próprio SNS.
 
“Durante este período de tempo a Associação elevou-se como organização sólida e influente, que soube edificar um corpo de conhecimento inspirador da estratégia de estado para a reorganização dos Cuidados de Saúde Primários”, reforçou. Nesse âmbito, mantém firmes as suas convicções “e inabalável a sua determinação em defender sempre os princípios que regem a especialidade, oferecendo à população uma Medicina de qualidade e inovação com acesso universal aos cuidados de saúde”.
Junto do secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Sequeira Carlos defendeu que “os cuidados de proximidade são a melhor resposta para as necessidades de saúde da população do século XXI, mormente nos tempos de grande complexidade sócio-económica que vivemos (…) Haja coragem para um investimento real nesta área, deixando estes pressupostos o plano teórico de programas de sucessivos governos para passar a ser uma estratégia de estado transgeracional”.
 
Mais do que nunca “os Cuidados de Saúde Primários são a garantia de sustentabilidade dos sistemas de saúde modernos.  Estamos convictos de que nestes pressupostos se reveem todos os colegas e intervenientes no setor da saúde”.

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