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SIM e FNAM avançam para paralisação

Greve de médicos convocada para 10 e 11 de maio:

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) apresentaram pré-avisos de greve para os dias 10 e 11 de maio, face a um conjunto de dossiês críticos cuja resolução, no entender daquelas organizações sindicais, continua a ser protelada pelo Ministério da Saúde. No seu pré-aviso, o SIM declara que “o Governo contribui para a degradação das condições de trabalho dos médicos e a degradação remuneratória, “«empurrando» muitos médicos para as empresas privadas, que os recebem como recursos humanos com elevado potencial de rendimento e transformando a Saúde dos portugueses num bem entregue ao sector financeiro”. Adiantando várias vezes no documento que “a paciência, a compreensão e a colaboração têm limites!”, aquele sindicato sublinha o facto de os médicos serem “os únicos trabalhadores do SNS obrigados à prestação de trabalho extraordinário e sem que seja respeitado o limite geral das 150 horas anuais!”. Entre as exigências feitas pelo SIM e que justificam esta greve está também o “reajustamento das listas de utentes dos Médicos de Família, privilegiando o critério das unidades ponderadas (que devem ser revistos) e tendo em atenção que os limites numéricos são máximos e não mínimos, de modo a garantir a acessibilidade e qualidade dos cuidados e a diminuição da atual sobrecarga assistencial dos Médicos de Família, tanto mais que o Ministério da Saúde se compraz com a afirmação de que o número de Portugueses sem Médico de Família está a cair constantemente”.

Já a FNAM elenca, entre os objetivos da greve, o “reajustamento das listas de utentes dos Médicos de Família, privilegiando o critério das unidades ponderadas e procedendo à diminuição progressiva dos atuais 1900 utentes passando para 1550”. Aquele sindicato quer ainda o “desencadeamento imediato do processo de revisão da Carreira Médica e das respetivas grelhas salariais”, a abertura “imediata dos vários concursos de progressão na Carreira Médica, bem como os concursos de mobilidade e de provimento abertos”, a “diminuição da idade de reforma para os médicos, como profissão sujeita a elevados níveis de risco, penosidade e desgaste” e a “atribuição de incentivos às UCSP nos Cuidados Primários de Saúde, num modelo que tenha em conta a experiência adquirida com as USF e que não discrimine aquele sector laboral de médicos de família, bem como a anulação das quotas para a passagem das USF de modelo A para modelo B”.

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