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Unidades de cuidados primários do SNS realizaram mais de 31 milhões de consultas

Dados da ACSS revelam que em 2016:

De acordo com dados revelados pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), foram realizadas no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais de 31 milhões de consultas médicas nas unidades de cuidados de saúde primários em 2016, um acréscimo de 1,8% em comparação com 2015. No final de 2016 um total de 769.537 utentes continuavam sem médico de família (MF) atribuído, mas de acordo com a ACSS foi obtida nessa altura a maior cobertura de sempre de população com médico de família, 92,1%, tendo pela primeira vez o total de utentes sem MF atribuído no país ficado abaixo de 1 milhão de pessoas. Sublinhe-se, aliás, que em 2016 se verificou um ganho de 26,6%, face a 2015, no número de utentes que passaram a ter médico de família atribuído.

A ACCS refere também que se realizaram mais 0,3% de consultas presenciais em 2016, em comparação com o ano anterior, registando-se aumentos ainda nos contactos não presenciais (6,8%) e nos domicílios médicos (0,8%).

A nota emitida pela ACSS frisa que os ganhos de cobertura e de atividade assistencial “resultam, não só, do aumento do número de médicos nos cuidados de saúde primários (no final de 2016 eram 5.673 os médicos com utentes atribuídos), como também da entrada em atividade de 30 novas USF modelo A e 25 novas USF modelo B, totalizando assim 479 USF em atividade a 31 de dezembro de 2016 (+6,7 por cento do que em 2015)”.

Por último, é importante notar que as 479 USF em atividade no final do ano transato abrangiam 5.894.408 utentes, “correspondendo a 55,8% dos utentes inscritos nos cuidados de saúde primários”.

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