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Primeira sessão de 2018 em Braga reuniu cerca de 100 participantes

Programa AAP de Formação e Atualização Científica

A primeira sessão do Programa de Atualização Científica AAP 2018, desenvolvido em parceria pela LiveMed Iberia e pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), decorreu na cidade de Braga e foi um inegável sucesso, com a presença de aproximadamente 100 participantes. Os temas abordados incluíram tópicos como a dor crónica não oncológica, a colangite Biliar Primária, a mudança no tratamento da Diabetes tipo II, a prevenção para além do Programa Nacional de Vacinação, a doença venosa crónica no dia-a-dia do médico de família, as hepatites víricas B e C, o papel da MGF no controlo da Infeção por VIH e as infeções do trato respiratório e urinário em crianças.

Para
o diretor científico desta sessão, Nelson Rodrigues (médico de
família na USF Arquis Nova e diretor do Internato Médico de MGF
para a ULS do Alto Minho), “a formação foi ao encontro das
necessidades formativas dos participantes, essencialmente internos e
jovens especialistas – contudo, também marcaram presença
especialistas seniores. Tal facto foi demonstrado pelas inúmeras
perguntas formuladas aos preletores. Assistimos a apresentações com
um cariz prático e que abordaram situações clínicas frequentes na
consulta do médico de família, ou que pela sua baixa frequência é
importante serem revistas para se fazer um diagnóstico atempado,
evitando prejuízo para os doentes”.


Alexandre Carvalho, responsável da Unidade de Infeciologia do
Hospital de Braga que ministrou a formação relativa ao papel do
médico de família na gestão da infeção por VIH, afirma ter
encontrado “um grupo de formandos atentos e interessados, integrado
num modelo que embora predominantemente expositivo permite interação,
através de um sistema de televoto. Procurei realçar o papel
inestimável da MGF no rastreio, prevenção, diagnóstico e
acompanhamento dos doentes infetados com VIH, uma doença
predominantemente de ambulatório e que necessita do esforço
coordenado de várias especialidades para o seu combate”.

Teresa Fontinhas, coordenadora da Unidade Multidisciplinar de Dor Crónica do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) – Hospital de Santa Maria, foi a formadora da sessão no que respeita à gestão da dor crónica não oncológica e reconhece o elevado valor de ações de formação como o Programa AAP: “fui médica de família (Carreira Médica da Medicina Geral e Familiar pela Via Longa), no Concelho de Odemira, entre 1986 e 1992, altura em que entrei para o internato de Anestesiologia. Talvez por essa razão, sempre participei em processos formativos dirigidos à MGF, porque entendo ser fundamental para a formação do Médico que mais participa na vida dos doentes”. A anestesiologista recebe mensalmente internos de MGF, “que reconhecem a necessidade de melhor entender a análise e terapêutica da dor. Insisto, frequentemente, que o estágio de Dor Crónica deveria fazer parte intrínseca do internato de MGF, como acontece no de Anestesiologia”.

Relativamente à parte da formação promovida pela APMGF e LiveMed que incidiu sobre a gestão da dor não oncológica, a formadora adianta que foi dada especial atenção à necessidade de uma boa referenciação para as Unidades de Dor, ao conhecimento de terapêuticas farmacológicas menos comuns (não apenas opióides, mas também), em formato de guidelines e à familiarização com técnicas mais específicas (radiofrequência, neuroestimulação medular, ozonoterapia, bloqueios ecoguiados) que podem melhorar a qualidade de vida dos doentes. Abordou-se também a organização de consultas referência em cada USF, que articulem com a Unidade de Dor mais próxima.

Já sobre o modelo formativo adotado para estas sessões, Teresa Fontinhas não tem dúvidas de que é o mais indicado: “os temas apresentados, tanto nas palestras, como no blog da LiveMed, muitas vezes são sugeridos pelos próprios internos, que os consideram oportunos. Concordo também com a apresentação de casos clínicos, pois é a melhor maneira de chamar a atenção dos formandos”.

A anestesiologista do CHLN considera ainda que “a abrangência do programa poderá entusiasmar os frequentadores a desenvolverem mais ativamente algumas das áreas apresentadas”.

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