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Três quartos das USF estão descontentes com atuação do Ministério da Saúde

Estudo da USF-AN partilhado em Gondomar sinaliza:

Revelados no decurso
do 10.º Encontro Nacional das USF, promovido em Gondomar pela
Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), os
primeiros dados do Estudo «Momento Atual da Reforma dos Cuidados de
Saúde Primários em Portugal 2017/2018» mostram que 76% das USF
estão insatisfeitas com a atuação do Ministério da Saúde no
âmbito da reforma dos cuidados de saúde primários.

Através desta
investigação é também possível perceber que 91,4% das USF em
modelo A desejam transitar para o modelo B, apesar de todas as
dificuldades burocráticas do processo e dos limites anuais de
transição estabelecidos pela tutela. O estudo baseou-se em
auscultação realizada entre abril e maio deste ano, com a consulta
aos coordenadores de todas as USF em atividade (a taxa de resposta
foi de 71,4%). No estudo, os coordenadores das USF elegem como área
preferenciais para melhorar o funcionamento das unidades os recursos
humanos, o processo de trabalho e os equipamentos e materiais.

Nas conclusões do
documento a USF-AN exige um plano de recursos humanos nacional a
curto, médio e longo prazo, maior autonomia de gestão para os
agrupamentos de centros de saúde, a implementação real no terreno
do perfil do enfermeiro de família e a integração de um maior
número de outros profissionais de saúde cujo apoio é fundamental
na prestação de cuidados, em particular médicos dentistas,
fisioterapeutas, psicólogos, terapeutas da fala, etc. Defende também
e mais uma vez a realização de uma petição para o fim de quotas
anuais no contexto da reforma, seja para a constituição de USF em
modelo A, seja para a evolução das unidades para o modelo B.

De recordar que no
presente estão ativas 503 USF (269 em modelo A e 234 em modelo B) e
que o número de novas USF em modelo B aprovadas anualmente tem vindo
a decair de forma drástica (foram 68 em 2008, 25 em 2016 e somente 2
em 2017).

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