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GEsPal e GRESP congregam esforços para oferecer workshop e mesa redonda indispensáveis

Doente com DPOC em fim de vida

Os Grupos de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) e Cuidados Paliativos (GEsPal) da APMGF vão promover, no âmbito do 22º Congresso Nacional de MGF, duas iniciativas inovadoras que se destinam a aumentar a sensibilização dos médicos de família para a importância da presença de cuidados paliativos em doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC). Com arranque às 16h00 do dia 27 de setembro, o workshop «Gestão integrada do doente com DPOC em fim de vida» é a primeira dessas iniciativas. O número de vagas é limitado e a inscrição prévia é obrigatória, pelo que deve apressar-se e reservar o seu lugar, através da plataforma de inscrições do evento.

Comparativamente com os doentes com neoplasia metastizada ou insuficiência cardíaca, é menos provável hoje em dia que os doentes com DPOC recebam tratamento adequado para os seus sintomas em fim de vida e mais provável terem uma menor qualidade de vida e receberem tratamentos mais agressivos. Ora, o médico de família, como força motriz da gestão integrada dos seus doentes, deve também aqui assumir um papel de promotor de cuidados personalizados, mas muitas vezes carece de formação ajustada à missão. Neste contexto, um workshop como o gizado pelos dois grupos de estudos da APMGF revela-se bastante pertinente.

De acordo com Helena Beça, uma das dinamizadoras do workshop e coordenadora do GEsPal, “a gestão do doente com DPOC em fim de vida constitui um desafio na prática clínica diária, devido à escassa experiência dos profissionais de saúde nesta área e às especificidades da própria doença. O objetivo deste workshop, organizado pelo GEsPal e GRESP, é discutir um plano integrado de cuidados ao doente com DPOC em fim de vida que considere as suas múltiplas necessidades, segundo a melhor evidência científica disponível e os preceitos éticos e deontológicos”.

Outro dos dinamizadores da formação, Pedro Fonte (médico de família na USF do Minho, docente da Escola de Medicina da Universidade do Minho e membro do GRESP), sublinha que este workshop está “destinado, antes de mais, a levar os participantes a compreenderem o momento adequado para se começar a ponderar a necessidade destes cuidados. De uma forma prática, irão ser trabalhadas ferramentas de identificação dos doentes candidatos, assim como de análise dos ganhos ainda passíveis de serem alcançados”.

Já no dia 30 de setembro, a partir das 09h00, irá ser organizada a mesa redonda «DPOC: do diagnóstico ao fim de vida?», com o apoio GSK e em que, de forma mais alargada, se mostrará a orientação mais adequada a prestar a estes doentes. “Além das intervenções convencionais sobejamente conhecidas, como evicção de fatores de risco, terapêutica inalada e vacinação, nestes dois momentos irão ser realçados outros aspetos dos cuidados a doentes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica como comunicação, capacitação, gestão da multimorbilidade, apoio espiritual, entre outros”, explica Pedro Fonte.

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