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Grande variedade de temas em discussão e diálogo aberto entre internos e especialistas

Jornadas de MGF e Encontro Regional de Internos e Jovens Médicos de Família dos Açores

Grande dinâmica é o que se espera para as XVII Jornadas de Medicina Geral e Familiar (MGF) dos Açores e para o VII Encontro Regional de Internos e Jovens Médicos de Família dos Açores, iniciativas organizadas pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e Comissão de Internos de MGF dos Açores (CIMGFA), entre 8 e 10 de novembro, no Lince Azores Great Hotel, em Ponta Delgada. Nesta breve entrevista, a CIMGFA (Tatiana Nunes, Ana Carolina Bronze, Mara Arruda e Mariana Rocha) dá nota de como decorrerá a mais abrangente formação de MGF no arquipélago açoriano.

Quais são, na vossa perspetiva, os pontos mais importantes a destacar no programa das XVII Jornadas de MGF dos Açores e VII Encontro Regional de Internos e Jovens Médicos de Família dos Açores?

A variedade de temas é, sem dúvida, um ponto essencial no programa das XVII Jornadas de MGF dos Açores. Nesta edição, pretendemos alargar o diálogo, sem distinção, entre internos e especialistas de Medicina Geral e Familiar, bem como às diversas áreas hospitalares. Consideramos que a manutenção deste elo de ligação entre os Cuidados de Saúde Primários e Secundários é fulcral para uma efetiva prestação de cuidados de saúde. Os workshops disponíveis são, também, um momento aliciante desta reunião.

O que os levou a escolher as temáticas clínicas que darão forma às sessões principais?

Tentámos ir ao encontro das carências e dificuldades transmitidas pelos internos em formação, de forma a dotá-los de ferramentas para a resolução de problemas no futuro.

Quantos participantes contam ter inscritos no evento e nos workshops?

Contamos ter cerca de 100 participantes no total, mas claro que a nossa expectativa é que sejam sempre mais.

O que está a ser preparado para o programa social?

O programa social será uma pequena amostra do que os Açores, e mais especificamente São Miguel, têm para oferecer no âmbito do lazer adaptada à época do ano em que nos encontramos. O programa vai, então, incluir um passeio a um dos locais mais visitados da Ilha de São Miguel – a Vila das Furnas. Teremos uma passagem pela sua lagoa que é reconhecida pela sua beleza, outra paragem para um banho relaxante nas águas termais e finalizamos com um jantar confecionado debaixo da terra – O Cozido nas Caldeiras das Furnas.

O que gostariam que os vossos colegas pudessem levar destas jornadas, quer os que exercem nos Açores, quer os que eventualmente se desloquem de fora?

Para além da atualização profissional inerente a este tipo de reuniões, pretende-se, com estas Jornadas, a partilha de experiências e dificuldades entre os colegas que exercem na Região. Recebermos colegas que exerçam fora dos Açores permite-nos não só darmos a conhecer a nossa realidade, como encontrar, em conjunto, melhores soluções para os obstáculos que cada região encontra.

Como encaram estas jornadas no panorama da formação dos MF e internos de MGF dos Açores? Trata-se de uma oferta importante numa região onde escasseiam oportunidades de formação contínua?

Sem dúvida. Estas Jornadas possibilitam aos internos participar ativamente em reuniões médicas e ganhar experiência, tanto na organização das mesmas, como na construção do seu percurso profissional. É preciso não esquecer que as dificuldades na deslocação prendem-se, principalmente, aos custos elevados inerentes a esta, sendo na nossa opinião a principal barreira aos internos em formação nos Açores.

Esperam que a maioria dos MF e internos da região possam estar presentes, pese embora a pressão dos serviços e as dificuldades inerentes à deslocação entre ilhas?

Claro que sim! O maior interesse é que possamos contar com a presença do maior número possível de colegas, sejam internos em formação ou médicos especialistas de MGF. Todos conhecemos as dificuldades de deslocação entre ilhas e sabemos que a pressão dos serviços pode contribuir para uma baixa adesão dos especialistas, tal como a aproximação do final do ano dificulta a disponibilidade dos colegas para estarem presentes em eventos formativos. No entanto, acreditamos que é interesse de todos a frequência deste evento, visto que a atualização científica é essencial à prática clínica de todos os médicos, sejam estes internos, recém-especialistas ou médicos de família com uma larga experiência profissional.

O que seria para vós um sucesso, no que respeita à organização desta iniciativa?

Alcançar uma elevada adesão dos colegas das diversas ilhas e uma participação ativa da audiência nas diversas sessões seria, para nós, o maior retrato de sucesso desta edição. Para além disso, considerando sermos uma Comissão Organizadora maioritariamente constituída por jovens médicos, esperamos também conseguir corresponder às expectativas no que respeita às questões logísticas (gestão das sessões, cumprimento de horários). Uma grande ambição, mas alcançável.

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