Política de saúde
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Esmagadora maioria de MF acredita que diagnóstico de espondilite anquilosante é tardio

Projeto arEA demonstra:

De acordo com os resultados iniciais do projeto arEA, 90% dos médicos de família consideram que o diagnóstico da espondilite anquilosante (EA) é feito com atraso, com 56,8% da amostra inquirida a estimar que esse atraso é superior a quatro anos. De realçar que 71,1% dos especialistas em MGF questionados no âmbito deste estudo confessou não conhecer as normas de orientação clínica da Direção-Geral da Saúde sobre a EA e 83,5% disse não ter o contacto oficial do médico hospitalar para poder discutir casos antes de eventualmente referenciar para Reumatologia.

Importantes dados foram também obtidos dos questionários preenchidos por doentes com EA. Assim, chegou- se à conclusão de que estes doentes tiveram, em média, de recorrer a baixa médica durante 25 dias, nos últimos 12 meses, com um impacto económico estimado de 57 milhões de euros. O impacto económico total da doença (incluindo dias de dispensa, baixa temporária, baixa permanente, perdidos por via da produtividade, de desemprego e dias de ausência laboral para familiares) foi calculado em 437 milhões de euros anuais. De referir que 56,7% dos doentes consideraram que a doença provoca razoável ou bastante limitação nas suas atividades quotidianas e 40,7% afirma que pratica muito menos desporto, por comparação com o período de vida anterior ao momento do diagnóstico.

O projeto arEA é um estudo desenvolvido pela NOVA Information Management School (NOVA IMS) que tem como objetivo essencial estudar a perceção dos doentes face à doença e avaliar a qualidade de vida dos doentes e perceção dos profissionais de saúde no contexto português, bem como conhecer o impacto da doença nos diferentes componentes da qualidade de vida dos doentes, a perceção da doença nos profissionais de saúde e as razões para um diagnóstico tardio e o impacto económico da doença.

O estudo foi concretizado através de inquéritos recolhidos durante o ano de 2018 através de ferramenta online, junto de doentes e de médicos especialistas em Medicina Geral e Familiar, contando com a colaboração da Associação Nacional de Espondilite Anquilosante e da Liga Portuguesa contra as Doenças Reumáticas para divulgação do respetivo questionário junto dos pacientes e com a colaboração da APMGF e da USF-AN para divulgação junto dos profissionais de saúde.

O projeto arEA vai ser apresentado publicamente durante a
conferência
«Doença crónica – saúde, trabalho e sociedade. Políticas
publicas: que medidas a implementar?»
, a realizar no dia 19 de fevereiro no auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa.

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