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Sessão sobre competências de liderança e gestão de equipas marca último dia do 36º EN

Organizada pela USF-AN

Na manhã do último dia do Encontro Nacional (sábado, 16 de março), realiza-se em Braga uma sessão singular, dedicada a estimular competências de liderança e gestão de equipas. Trata-se de uma sessão organizada pela Associação Nacional de Unidades de Saúde Familiar (USF-AN), que terá como moderador o vice-presidente da APMGF Nelson Rodrigues e como comentador João Rodrigues, presidente da USF-AN.

Cláudia Silva, professora do Departamento de Economia, Gestão, Engenharia Industrial e Turismo da Universidade de Aveiro abordará em apresentação o programa de desenvolvimento de competências de liderança criado por aquela universidade em cooperação com a USF-AN.

Já Maria João Botelho, coordenadora da USF Manuel Rocha Peixoto (ACeS Cávado I, Braga) falará sobre o papel do coordenador enquanto líder de equipa, enquanto Cristiana Fernandes (médica interna na USF Gualtar) dará nota de como o internato médico pode ser um percurso que prepara os profissionais para a liderança, caso as condições ideais estejam reunidas.

A escolha desta temática prende-se com um diagnóstico feito na USF-AN. A grande maioria dos coordenadores das USF, dos membros dos conselhos técnicos e dos conselhos clínicos e de saúde dos ACeS tem detetado a inexistência de formação e atualização nesta área da liderança. Até porque a área da saúde é muito específica e o mercado não tem desenvolvido muitas alternativas”, declara João Rodrigues. Daí a USF-AN ter pensado, em parceria com a Universidade de Aveiro, um programa de formação que pudesse ajudar a colmatar tais lacunas.

Assim, de acordo com o presidente da USF-AN, a sessão planeada para dia 16 terá “uma colega coordenadora de USF e outros membros de conselhos técnicos a relatarem a sua experiência neste campo, acompanhados por uma docente da Universidade de Aveiro, que apresentará o modelo de ação de formação na área da liderança”.

A USF-AN pretende alargar este programa de formação em liderança a todo o país, com o apoio das administrações regionais de saúde e aproveitando os apoios institucionais concedidos às USF que cumprem as metas, com dois ou três membros de cada USF a realizarem a formação e, depois, desejavelmente a replicarem-na na sua unidade de origem.

A formação em liderança de que falamos aqui refere-se a liderança no sentido mais lato. Queremos centrar nas equipas a problemática da liderança. Todos os profissionais têm que liderar algo. É evidente que um coordenador de USF tem responsabilidades de liderança num maior número de matérias, mas é importante que todos os profissionais tenham a noção de que para liderar é preciso formação e que é fundamental praticar a liderança em continuidade. Por todas estas razões, o curso em questão não estará apenas aberto a coordenadores de unidades, mas a todos os profissionais que estejam interessados em aprender e discutir as temáticas da liderança”, avança João Rodrigues.



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