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GENEF E GESME organizam Peddy Paper em Braga

Em Braga, durante o 36º Encontro Nacional, realizou-se um peddy paper organizado por dois grupos de estudos da APMGF (GENEF e GESME), que trouxe às ruas do centro de Braga muita alegria, descontração e vontade de promover o exercício físico e a estabilidade emocional. A iniciativa reuniu mais de 50 entusiastas, gerou um forte sentido de grupo e de união e será, certamente, repetida em futuros eventos da APMGF.

Colocar o corpo e a mente em movimento ajuda a prevenir o burnout

De acordo com Bernardo Pereira e Catarina Macedo, do GENEF, “este peddy paper pretende alertar os médicos de família para o papel central que a alimentação e o exercício físico têm na promoção da saúde física e mental da população. A realização desta atividade no centro da cidade de Braga permite aliar a vertente cultural à sensibilização de toda a comunidade para a importância da adoção de hábitos e estilos de vida mais saudáveis. Pretende-se também fomentar o trabalho em equipa de todos os participantes e reforçar a importância da atividade física na prevenção do burnout do profissional de saúde”.

A atividade desenvolvida pelos dois grupos de estudos pode ainda ser pouco habitual em congressos médicos, mas segundo Nuno Florêncio e Luís Amaral, do GESME, tenderá a tornar-se cada vez mais comum, em particular no que toca a eventos que envolvem especialistas de MGF: “os médicos de família são especialistas da pessoa e do seu contexto, pessoal, familiar, social e cultural. Abel Salazar resumiu também claramente que «quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe». Neste sentido, é fundamental que nos congressos médicos se estimule o diálogo, a partilha, o convívio entre colegas e inclusivamente conhecer as pessoas e o local que nos recebe, a sua história, a sua cultura, gastronomia, música, dança. O movimento é natural e é com ele que exploramos o mundo e nos relacionamos. Não o fazer seria um desperdício e não seria tão enriquecedor, tanto para a nossa formação médica, como para o nosso crescimento como pessoas que somos”.

Médicos «empurrados» para a cadeira

A generalidade dos médicos de família portugueses oferecem aconselhamento sobre estilos de vida saudáveis às famílias que seguem, mas na realidade não são muitos os que levam um vida plenamente ativa. Se tivermos em conta as recomendações de atividade física, uma parte da comunidade médica poderá responder que pratica exercício físico de forma regular, já no contexto profissional, percebemos facilmente que quase a totalidade apresentará um comportamento sedentário, passando mais de 6 a 8 horas sentado por dia. São bem conhecidos os benefícios do exercício físico regular, contudo só há uns anos a esta parte existe evidência científica forte sobre os malefícios da inatividade/sedentarismo, nomeadamente do tempo sentado nas diferentes atividades do dia a dia”, explica Diogo Lima, do GENEF.

Este colaborador do GENEF atesta que “à maioria dos médicos são disponibilizados recursos laborais que favorecem o tempo sentado. Talvez tenha chegado a altura de propor a disponibilização de recursos que permitam executar algumas tarefas clínicas em pé e de fomentar as pausas ativas no trabalho. Existe cada vez mais consciência de que um médico ativo promove a atividade dos seus utentes e, neste sentido, existem cada vez mais médicos da família empenhados em aumentar de forma global a atividade da população”.

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