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Ministra defende que é preciso “não desistir de trabalhar para melhorar a prestação de cuidados”

Durante as celebrações do Dia Mundial da Saúde 2019

Marta Temido afirmou hoje (5 de abril) que “num momento do ciclo político em que se tem procurado instilar um sentimento de desencanto face aos resultados do sistema de saúde português, de insegurança face ao desempenho dos serviços públicos de saúde e de insatisfação face ao trabalho do Serviço Nacional de Saúde, cumpre-nos a todos não apenas contrariar a mensagem mas também não desistir de trabalhar para melhorar a prestação de cuidados de saúde”. As palavras da governante foram proferidas durante as comemorações do Ministério da Saúde para o Dia Mundial da Saúde, que oficialmente se assinala 7 de abril e dedicado ao tema da cobertura universal de cuidados.

“Para conseguir chegar a todos os portugueses é indispensável uma força de trabalho em saúde em número suficiente, bem distribuída geográfica e setorialmente, com uma adequada combinação de competências visando responder com qualidade às necessidades de saúde da população”, acrescentou a dirigente, que elogiou “os profissionais que fazem o SNS e se dedicam às pessoas”.

Para
Vera Pires da Silva, membro da Direção Nacional da APMGF que
participou nestas comemorações, “a cobertura universal de saúde
é uma meta da OMS para 2030, sendo também um objetivo do SNS.
Pretende-se desta forma que todo o cidadão, independentemente do
local onde viva, tenha acesso aos cuidados de saúde que lhe são
necessários, conferindo-se proteção financeira face aos custos
associados, assegurando que estes não sejam uma barreira à sua
prestação. Assim, pretende-se diminuir as desigualdades no acesso,
prestando cuidados de excelência a todos os cidadãos. Saúde é,
assim, valor, direito, dever, responsabilidade e o SNS apresenta uma
missão solidária que procura atenuar as desigualdades sociais e
garantir a igualdade ao acesso dos cuidados de saúde”.

Durante a cerimónia foram entregues o Prémio Nacional da Saúde (ao neurologista José Castro Lopes) e o Prémio de Saúde Pública Francisco George (ao psicólogo clínico Miguel Telo de Arriaga). Foram ainda entregues distinções de mérito a entidades coletivas e profissionais de saúde com trabalho reconhecido no campo da saúde e as medalhas de serviços distintos do MS, a figuras que se destacaram na defesa dos princípios fundamentais do SNS e da causa pública de saúde. Entre os medalhados contaram-se três médicas de família e diretoras executivas de agrupamentos de centros de saúde da Região de Lisboa e Vale do Tejo: Ileine Lopes, Manuela Peleteiro e Helena da Costa. De destacar, em paralelo, a entrega de medalhas de ouro a título póstumo aos quatro profissionais do INEM que perderam a vida este ano, no regresso de uma missão de emergência médica.

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