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OM quer auditoria independente às condições de formação nos internatos

Formação pós-graduada no SNS

A Ordem dos Médicos (OM) decidiu desencadear um processo de auditoria externa e independente relativamente às capacidades formativas para a formação de novos médicos especialistas. Segundo justificou a OM em nota oficial, tal decisão está relacionada com a séria “preocupação com as condições proporcionadas pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS), com médicos a ficarem sem acesso a uma vaga de especialidade”.

No comunicado que difundiu no início desta semana, a OM sublinha que “perante o agravamento do desinvestimento no SNS, o preocupante desinteresse do Ministério e tendo em conta vários relatos e queixas de especialistas e de jovens médicos sobre as difíceis condições em que exercem o seu trabalho e a sua formação, a Ordem não podia esperar mais e iniciou o procedimento de concurso aberto para a contratação de uma empresa idónea e independente para realizar uma auditoria”.

Entretanto, a Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM) já veio dizer que é preciso fazer mais para salvaguardar a qualidade da formação pós-graduada. O seu presidente, Vasco Mendes, garante que é importante “dar-se um passo mais além. Ou seja, não só fazer uma auditoria das capacidades formativas, mas também fazer um planeamento prospetivo. Podemos ter muito bons diagnósticos, mas é fundamental termos tratamento para esta situação, que desde há muito temos vindo a reivindicar”.



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