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Sindicato garante que greve tem grande adesão

Paralisação nacional dos médicos

De acordo com o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) que convocou uma greve nacional para hoje (2 de julho), a adesão inicial dos profissionais é massiva, quer nos cuidados secundários, quer nos cuidados primários.

“A adesão é de aproximadamente 90% nos centros de saúde e de entre 85% a 90% nos blocos operatórios dos hospitais, Nas consultas externas ainda não podemos quantificar a adesão, mas poderá ser um pouco mais baixa. A razão para tal prende-se com a circunstância de muitos doentes virem de longe e de os médicos entenderem esta situação, prontificando-se a fazer estas consultas, mesmo estando em greve”, afirmou aos jornalistas Jorge Roque da Cunha, secretário-geral do SIM. Até ao momento, nenhuma fonte do Ministério da Saúde se pronunciou sobre os números da adesão à greve nacional de médicos.

Já o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, declara compreender por que motivo os médicos decidem desenvolver esta forma de luta: “existe uma grande desmotivação da parte das pessoas, que começam a não acreditar naquilo que este Ministério da Saúde está a fazer. Portanto, prevejo que a adesão aos dois de greve marcados seja muito elevada. Espero, também, que haja margem para negociar com esta ministra”.

Os médicos estão em greve em defesa de um conjunto diversificado de direitos, com destaque para a atualização das grelhas salariais, consolidação e continuidade dos concursos para progressão nas carreiras, redução do número de horas de urgência semanal ou revisão das listas de utentes dos médicos de família, entre outras reivindicações. Amanhã (dia 3 de julho) realiza-se mais um dia de paralisação e protestos, desta vez convocado pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM).


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