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Victor Ramos recebeu Distinção de Mérito em Gestão dos Serviços de Saúde

Atribuída pela OM

A Direção da Competência em Gestão dos Serviços de Saúde e o Conselho Nacional Executivo da Ordem dos Médicos (OM) homenagearam o médico de família e docente da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP) Victor Ramos com a Distinção de Mérito em Gestão dos Serviços de Saúde, na sede da Secção Regional Sul da OM, em Lisboa. Esta foi a sexta edição da iniciativa, que visa celebrar médicos que ao longo da sua atividade profissional se distinguiram pela capacidade de gestão na área da saúde em Portugal. Na mesma ocasião, foi também distinguido José Germano de Sousa, especialista em Patologia Clínica e ex-bastonário da OM.

Victor Ramos, co-fundador em 1983 da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (então APMCG) e uma das grandes referências da Medicina Geral e Familiar no nosso país, foi agraciado pelo seu incomparável percurso ao nível clínico, académico e de investigação, mas também pela sua ativa cidadania e pensamento conceptual colocado ao serviço da preservação e melhoria dos cuidados de saúde ao longo de décadas, que o leva inclusive à atual função de vice-presidente do conselho de administração da Fundação para a Saúde – Serviço Nacional de Saúde – (FSNS).

“Fico um pouco surpreendido, mas claramente feliz por receber esta distinção, sobretudo por estar a par de uma figura como o Dr. Germano de Sousa, um grande senhor da Medicina portuguesa, um ex-bastonário e alguém que deu contributos para a transformação dos cuidados de saúde em Portugal”, declarou Victor Ramos na ocasião em que recebeu a distinção da OM. O homenageado acredita que os feitos que possa ter realizado e que mereceram o realce nasceram da circunstância de “conciliar a atividade clínica com alguma tentativa de mudar a história natural das organizações e do sistema de saúde”.

Luís Pisco, que apresentou o amigo e mentor de longa data, descreveu Victor Ramos como “alguém a quem os cuidados de saúde primários de Portugal, mas também de outros países (com grande destaque para o Brasil), muito devem”. Acrescentou que “evitando as luzes da ribalta o Dr. Victor Ramos é um dos grandes pensadores do sistema de saúde nacional. O seu empenho e dedicação à causa pública, à melhoria dos cuidados de proximidade e do estado de saúde da população fazem dele um nome de referência da Medicina portuguesa. Grandeza essa que sempre coabitou com enorme humildade, solidariedade e respeito pelo outro”. Para Luís Pisco, Victor Ramos é, “para além de ideias, sentimentos e vontade, sinónimo de audácia a pensar, a sentir e a fazer diferente”.

Mente transformadora e impulsionador de uma nova gestão nos CSP

A distinção entregue a Victor Ramos saiu das mãos do secretário de Estado Adjunto e da Saúde e seu colega na ENSP, Francisco Ramos. “Na minha vida profissional, de administrador hospitalar, professor da economia da saúde ou secretário de Estado, habituei-me a ver no Victor um entusiasta da mudança e da organização. Sobretudo, ficará para sempre na minha memória que uma das pessoas que pensou e desenvolveu uma das maiores transformações de gestão e organização que fizemos no nosso serviço de saúde nos últimos 20 anos, a reforma dos cuidados de saúde primários, foi precisamente o Victor Ramos”, declarou o governante.

Francisco Ramos confessou, inclusive, que o colega agora distinguido pela OM é uma das personalidades que mais ouve, antes de dar passos transformacionais: “o Victor é aquela pessoa que quanto temos dúvidas sobre questões organizacionais, sobre se devemos avançar com algo ou não, consultamos. Ouvir a opinião do Victor é sempre útil (mesmo que ele nem sempre tenha razão). Isto porque é uma opinião refletida e sensata”.

O bastonário da OM, Miguel Guimarães, salientou que Victor Ramos “é um otimista, o que é bom, porque precisamos hoje de otimismo para fazer cada vez mais e melhor. A gestão na área da saúde é diferente e às vezes os gestores que são apenas isso, gestores, não percebem esta evidência. A gestão tem vários níveis dentro das unidades de saúde, que passam pela gestão e relação com o doente, a motivação dos profissionais, o trabalho em equipa. Acima de tudo, devemos valorizar as pessoas neste campo, porque não há gestão sem que se respeitem as pessoas e aquilo que elas fazem. Este é um dos maiores problemas da atualidade”.

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