OMS alerta para a importância global de enfermeiros e parteiras sem esquecer o contexto atual de pandemia

Celebra-se hoje, 7 de abril, o Dia Mundial da Saúde, com a Organização Mundial de Saúde (OMS) a dedicar a efeméride em 2020 aos enfermeiros e parteiras de todo o mundo, numa tentativa de sensibilizar os decisores e as opiniões públicas para a importância crucial destes profissionais no seio dos sistemas de saúde.

Contudo, o tema escolhido para este ano (com evidência de suporte vertida no documento libertado pela OMS «State of the world’s nursing 2020», um relatório que clarifica quão eficaz é o investimento na enfermagem para os sistemas de saúde) acaba por ser obscurecido pelo impacto avassalador da pandemia de COVID-19, facto reconhecido pela própria OMS, que nos seus materiais de divulgação decidiu relembrar o papel valioso destes profissionais no combate ao SARS-CoV-2.

Em Portugal, a Fundação para a Saúde – Serviço Nacional de Saúde (FSNS) defende em comunicado que este será um dia diferente e que “hoje todos os Serviços de Saúde, em todo mundo, assim como os seus profissionais, estão mobilizados para combater a maior pandemia dos últimos cem anos. A luta tem sido difícil mesmo nos países considerados mais ricos e com maiores recursos”.

A FSNS “saúda todos os profissionais de saúde que na primeira linha (médicos, enfermeiros, técnicos de saúde e assistentes operacionais, entre outros) combatem o COVID 19, correndo riscos para a sua saúde e vidas”, mas também os outros profissionais que dão apoio à prestação de cuidados, as “forças de segurança e militares, os cientistas e académicos que procuram soluções para os problemas, os trabalhadores da cadeia logística alimentar, os agricultores, os que asseguram o tratamento dos resíduos, os que laboram nas fábricas de produtos essenciais como medicamentos e dispositivos médicos e, em geral, todos os que mantêm a sobrevivência, vida e a segurança dos cidadãos”.

O Conselho de Administração da FSNS acredita, pois, que “todos, unidos, vamos conseguir vencer a crise e reconstruir um país melhor, mais justo, mais igualitário com os contributos de todos para um SNS forte, universal e participado”.

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