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OM alerta para desamparo dos doentes prioritários não COVID-19

Em nota divulgada à imprensa, o bastonário da Ordem dos Médicos (OM) garante estar muito preocupado com a falta de atenção que o sistema saúde está a dar aos doentes prioritários não COVID-19: “temos uma quebra colossal no número de doentes que vão à urgência e nem sabemos o que está a acontecer nas restantes linhas de atividade. É urgente que o Ministério da Saúde crie uma task-force, eventualmente a funcionar junto da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), que monitorize com muita transparência e seriedade o que está a acontecer aos outros doentes e que faça contactos diretos para que ninguém fique perdido. Os danos que a COVID-19 está a infligir na nossa sociedade já são suficientemente cruéis para podermos aceitar ainda mais danos colaterais”.

Segundo Miguel Guimarães, as autoridades de saúde em Portugal tudo têm de fazer para conseguir atingir um equilíbrio que é difícil, mas imprescindível para evitar que o número de mortes por mês no nosso pais, face a períodos homólogos de anos anteriores, continue a aumentar, como sucedeu em março: “temos noção que numa pandemia como a que estamos a viver é impossível conseguirmos manter toda a atividade normal e responder aos doentes com COVID-19 no SNS. Aliás, nem seria prudente ter os médicos e restantes profissionais totalmente tomados pela atividade programada «normal» e com risco acrescido de eles próprios contraírem o novo coronavírus. Mas também não podemos aceitar que se esteja a fazer uma gestão meramente política desta pasta, em que parece que só os números da pandemia importam e todas as outras doenças e mortes deixaram de existir”.

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