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Barómetro COVID-19 revela que mais de 70% dos profissionais de saúde estão exaustos

O derradeiro questionário realizado pela Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), relativo à saúde ocupacional e no contexto do Barómetro COVID-19, mostra que quase três em cada quatro profissionais de saúde inquiridos (72,2%) apresentam níveis médios ou elevados de exaustão emocional e valores semelhantes de burnout.

O questionário procurou também perceber o risco para estados depressivos entre os profissionais, chegando-se à conclusão pelas respostas de que 14,6% dos inquiridos têm níveis de depressão moderados ou elevados. Por outro lado – e no que respeita à higiene do sono – perto de metade dos profissionais (42,6%) refere que dorme menos de seis horas diárias, valores semelhantes aos obtidos no 2º questionário o que, associado à sensação de fadiga que é reportada como intensa ou muito intensa por quase três em cada cinco profissionais de saúde (58%), testemunha uma situação próxima da exaustão.

Do ponto de vista da análise evolutiva dos efeitos da carga de trabalho, refira-se que 30,6% considera o seu nível de fadiga semelhante ao da semana anterior, enquanto 45,3% apresentaram maiores níveis de fadiga e 12,7% fadiga extrema. Cerca de metade dos profissionais de saúde mencionou ainda não ter praticado exercício físico na semana que antecedeu o inquérito (48,8%) e somente 16,5% disseram ter feito exercício numa base diária.

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