Impacto da doença aterosclerótica em Portugal analisado no 37º ENMGF

A APMGF vai promover, durante o 37º Encontro Nacional de MGF, no dia 26 de setembro (pelas 16h30), a sessão online «Custos e Carga da Doença Aterosclerótica». Esta sessão será moderada por Rui Nogueira (presidente da APMGF), terá uma comunicação a cargo de Miguel Gouveia (professor da Catolica Lisbon School of Business and Economics) e comentários de António Vaz Carneiro, diretor do Centro de Investigação de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) da Faculdade de Medicina de Lisboa.

A sessão terá por base o estudo «Custo e Carga da Aterosclerose em Portugal», uma iniciativa do CEMBE, do Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica e da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, que contou com a colaboração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a qual permitiu o acesso ao registo de dados clínicos de adultos com pelo menos uma consulta em cuidados de saúde primários no ano de 2016.

Este estudo teve como objetivos medir e avaliar o impacto da aterosclerose ao nível dos recursos económicos que lhe são afetos bem como quantificar, num índice global (anos de vida ajustados pela incapacidade), os efeitos da aterosclerose na saúde da população portuguesa”, explica Miguel Gouveia, orador da sessão.

Estima-se que as diferentes manifestações clínicas da aterosclerose afetem cerca de 740.000 adultos em Portugal Continental. Em 2016 ocorreram 15.123 óbitos por aterosclerose (6.887 por doença cardíaca isquémica, 7.592 por doença vascular cerebral isquémica, 25 por doença arterial periférica e 619 por aterosclerose noutros territórios arteriais), o que corresponde a 14% dos óbitos totais ocorridos em Portugal.

Ainda de acordo com Miguel Gpuveia, “o custo global da aterosclerose em 2016 foi estimado em cerca de 1,9 mil milhões de euros. Deste total, 16% resulta de cuidados prestados no contexto dos cuidados de saúde primários (consultas e meios complementares de diagnóstico), 16% no ambulatório hospitalar, 10% no internamento, 16% em medicamentos (prescritos em qualquer contexto de saúde) e os restantes 42% por custos indiretos (perda de produtividade por não participação no mercado de trabalho ou absentismo). O custo total atribuído à aterosclerose representou cerca de 1% do PIB e 11% das despesas de saúde em 2016 para Portugal”.

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