Capacitação na contraceção intrauterina ao nível dos CSP

O workshop do 37º Encontro Nacional «Capacitação do Médico de Família na Contraceção Intrauterina», desenvolvido pela Bayer ao abrigo do programa Advance Women’s Healthcare e dinamizado por Ricardo Santos (responsável pela área da Saúde da Mulher na Bayer) e Vera Pires da Silva, médica de família na USF Colina de Odivelas e membro do Grupo de Estudos de Saúde da Mulher da APMGF), contou com 75 inscritos. Esta formação permitiu a muitos médicos familiarizarem-se melhor com um método contracetivo de longa duração, extremamente eficaz e com os melhores índices de satisfação e continuidade, cada vez mais requisitado pelas mulheres nos cuidados de saúde primários. Em análise estiveram casos clínicos e a desmistificação de alguns receios e dúvidas que as mulheres possam ter sobre este tipo de contraceção.

Durante o workshop foi também apresentado o novo curso prático de contraceção intrauterina associado ao programa Advance Women’s Healthcare, apoiado pela APMGF, que terá dez edições presenciais a ocorrer em vários pontos do país nas próximas semanas e que proporcionará formação prática na colocação dos dispositivos. Os cursos decorrerão em Lisboa (14 de outubro), Porto (20 de outubro), Évora (28 de outubro), Faro (11 de novembro), Coimbra (18 de novembro), Viseu (25 de novembro), de novo Porto (13 de janeiro), de novo Lisboa (27 de janeiro), Ponta Delgada (3 de fevereiro) e Funchal (10 de fevereiro).

De acordo com Vera Pires da Silva, o feedback dos participantes foi muito positivo e a discussão esteve muito centrada na sua gestão individual das oportunidades e desafios ligados a este método contracetivo: “as dúvidas colocadas foram mais no sentido de perguntar a minha experiência prática em algumas situações específicas”.

Para a representante do Grupo de Estudos de Saúde da Mulher da APMGF, existem de facto mitos vinculados a este método que as mulheres trazem para consulta e que cabe aos MF dissipar: “algumas mulheres têm medo que a colocação doa muito. Porém, aquilo que os estudos nos demonstram é que o método é muito menos doloroso do que aquilo que a mulher estava à espera. Ou seja, quando pedimos às senhoras para nos dizerem antes da colocação qual o nível de dor que antecipam e depois da colocação qual o nível de dor que sentiram, a dor real é muito menor. As mulheres têm uma expectativa de dor que depois não corresponde à realidade”.

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