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Novos órgãos sociais da APMGF tomaram posse e prometem mudança

Tomaram posse hoje, dia 23 de janeiro, em sessão de videoconferência os novos órgãos sociais da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) eleitos para o triénio 2021-2023. Na cerimónia marcaram presença o bastonário da Ordem dos Médicos (OM), Miguel Guimarães, o bastonário da Ordem dos Médicos Dentistas, Miguel Pavão, o presidente da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia, Rui Tato Marinho, a presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação, Catarina Aguiar Branco, bem como representantes do Colégio de MGF da Ordem dos Médicos, da Associação Nacional de Docentes e Orientadores de Medicina Geral e Familiar (ADSO), de Coordenações Regionais e Comissões de Internos do Internato de MGF.

Para o novo presidente da APMGF, será fundamental no futuro garantir “uma Associação mais participada, integradora, onde todos os colegas possam dar os seus contributos de uma forma ativa e válida”. Nuno Jacinto antevê, portanto, que nos próximos três anos seja possível “dar voz a todos os colegas, tornando a APMGF mais descentralizada e fazendo com que a Direção Nacional e os restantes Órgãos Sociais constituam um corpo dirigente em que prevalece o diálogo e recetivo à participação de todos”.

Ressalvando que a resistência dos médicos de família portugueses “tem sido colocada à prova em cada dia”, Nuno Jacinto quis deixar aos pares “uma palavra de enorme apreço e reconhecimento, pelo papel preponderante que têm vindo a desempenhar no combate à pandemia que todos atravessamos. A esmagadora maioria de doentes e de casos suspeitos é seguida por nós. Ao longo destes meses, nunca virámos as costas, nunca nos escondemos, nunca fechámos as portas ou deixámos os doentes para trás”. Ainda assim, o presidente da APMGF reconhece que os médicos de família estão a ficar cansados e “afogados num mar de tarefas burocráticas que os consomem, lhes drenam a energia e não permitem que respondam às verdadeiras necessidades dos utentes”. Nuno Jacinto verbalizou o receio de muitos, de que os cuidados primários possam estar à beira do colapso e manifestou a vontade de toda uma especialidade: “queremos ser médicos de família por inteiro e não apenas médicos da pandemia. É fundamental que escutem o que temos para dizer, percebam quais são as nossas angústias e soluções, que oiçam quem está no terreno”.

No entendimento de José Mendes Nunes, já empossado como presidente da Mesa da Assembleia Geral, as últimas eleições realizadas na APMGF mostraram que a Associação “está bem viva, já que integraram mais do que uma lista, facto que é de louvar”. O dirigente agradeceu também aos membros da lista não escolhida, desejando que “o seu entusiasmo e amor pela Associação se mantenham vivos”, até porque acredita que os novos corpos dirigentes venham a contar com eles daqui em diante, em benefício da MGF e da população portuguesa. Por seu turno, Ana Luís Pereira, presidente do Conselho Fiscal, garantiu que este um tempo de “mudança estratégica e ideológica da Associação” e mostrou-se convicta de que a APMGF será capaz, num período delicado para o país, de “unir, motivar e defender os profissionais de saúde e em especial os médicos de família”.

Miguel Guimarães defende aliança entre APMGF e OM para libertar MF das grilhetas burocráticas da COVID

Para além de felicitar os novos corpos associativos eleitos, o bastonário da OM sublinhou nesta cerimónia a importância de todos médicos portugueses estarem unidos nesta fase difícil para o país e sublinhou a necessidade de APMGF e Ordem lutarem por um objetivo comum a curto prazo: “os médicos de família (MF) têm de ser libertos daquilo que são as funções COVID excessivas que absorvem neste momento, nomeadamente no que diz respeito ao Trace COVID-19. É possível ao Ministério da Saúde contratar médicos específicos para esta missão, existem médicos reformados disponíveis para ajudar neste domínio e dar apoio nas Áreas Dedicadas para Doentes Respiratórios. Assim, é importante que Ordem e APMGF encontrem um caminho em conjunto, porque os MF têm um papel fundamental dentro do SNS e neste momento é muito difícil um MF estar a acompanhar os seus doentes de sempre e, em simultâneo, ocupar-se de todas estas tarefas na área COVID. Vamos ter de gritar bem alto e pressionar o Ministério da Saúde no intuito de que crie uma solução diferente”.

Entre 2021 e 2023 a Direção Nacional da APMGF será encabeçada por Nuno Jacinto (presidente), contando ainda nas suas fileiras com Paula Broeiro, Susete Simões e António Luz Pereira (vice-presidentes), Nina Monteiro (secretário), Gil Lopes (tesoureiro), Maria Conceição Outeirinho (vogal), Mário Santos (vogal), Denise Velho (vogal), Ana Margarida Cruz (suplente), Clara Jasmins (suplente), Vera Pires da Silva (suplente), André Reis (suplente), Carlos Mestre (suplente), Carina Ferreira (suplente), Inês Rosendo (suplente) e Joana Romeira Torres (suplente).

O presidente da Mesa da Assembleia Geral será José Mendes Nunes, secundado por Teresa Pascoal (primeiro-secretário), Rubina Correia (segundo secretário), Nuno Basílio (suplente) e José Machado Nunes (suplente). Já o Conselho Fiscal será constituído por Ana Luís Pereira (presidente), Edgar Vaz (primeiro-secretário), Maria Clara Ferreira (segundo-secretário), Miguel Ornelas Azevedo (suplente) e Catarina Bica (suplente).

 

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