O papel do MF na despenalização da morte medicamente assistida será abordado no 19ºENIJMF

Marque na sua agenda! A 21 de maio (partir das 10h15) terá lugar no 19º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família (ENIJMF) a mesa-redonda «Despenalização da morte medicamente assistida – qual o papel do médico de família», organizada em conjunto pela APMGF e pela Comissão de Internos de MGF da ARSLVT.

A sessão contará com a moderação de Ana Catarina Esteves (médica interna de MGF na USF Conde de Oeiras) e intervenções de Miguel Ricou (psicólogo clínico, professor auxiliar na FMUP e presidente do Conselho de Especialidade de Psicologia Clínica e da Saúde da Ordem dos Psicólogos Portugueses), Luís Madeira (psiquiatra, membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida e professor de Ética e Deontologia Médica na FMUL) e Abel Abejas (médico de família com competência em Cuidados Paliativos e elemento do Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos da APMGF – GEsPal).

Catarina Brás Carvalho (médica interna de MGF na USF Linda-a-Velha e membro da Comissão de Internos de MGF da ARSLVT) esclarece que a mesa “vai contar com três convidados que irão abordar o contexto legal e histórico da despenalização da morte medicamente assistida, os principais argumentos éticos sobre o suicídio ajudado e eutanásia e qual o papel do médico de família neste contexto. Esta sessão irá decorrer em forma de debate, com um elemento moderador, e os participantes terão a possibilidade de interagir, através da partilha de ideias e de pensamentos sobre o tema. Pretende-se não um debate sobre prós e contras da morte medicamente assistida, mas sim debater qual será o papel do médico de família ao longo deste processo”.

Ainda de acordo com Catarina Brás Carvalho, torna-se evidente que muitos médicos de família ainda não estão preparados para enfrentar os retos profissionais e éticos que a despenalização da morte medicamente assistida lhes poderá trazer no futuro: “desde sempre que o médico se focou no tratamento e cura da doença, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e prolongar a sua duração. Com a discussão da morte medicamente assistida, o médico (de família, e não só), conhece uma nova realidade sem par na história da Medicina; a utilização de meios com vista à morte do doente. Independentemente dos valores morais e éticos que se possam levantar nesta questão, é algo que vai no sentido oposto de toda a formação e prática médica até ao momento”.

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