Direção Nacional da APMGF assegura que unidades dos CSP não poderão assumir isoladamente terceira dose de vacinas contra a Covid-19

Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar APMGF), alertou hoje (25 de agosto) na Rádio Observador que os centros de saúde não vão conseguir manter a atividade se tiverem de administrar terceiras doses das vacinas contra a Covid-19 já sem o apoio dos centros de vacinação, possibilidade aventada pelo coordenador da task force para a vacinação, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo. Nuno Jacinto sublinhou que se este for o caminho adotado se torna “impossível retomar a atividade assistencial nos moldes que todos pretenderíamos, quer profissionais, quer utentes”. O presidente da APMGF recorda ainda que a APMGF sempre disse que “teriam de ser criadas equipas específicas, não só para esta vacinação, mas também para todas as tarefas relacionadas com a pandemia. Estamos nisto há mais de um ano e, efetivamente, os profissionais dos CSP continuam a responder sempre à pandemia mas com muita dificuldade em responder ao resto, porque não nos deixam fazê-lo e continuam a colocar em cima de nós tarefas que poderiam ser desempenhadas por outros”.

Entretanto, também durante a tarde de hoje, o vice-presidente da APMGF António Luz Pereira explicou na SIC Notícias que algumas das unidades dos CSP no país, face a debilidades ao nível de recursos humanos, logísticos ou infraestruturais, não estão preparadas para esta potencial nova estratégia vacinal e veriam as suas atividades regulares seriamente perturbadas pela administração de uma 3ª dose de vacinas contra a Covid-19. Assim, considerou que a decisão sobre o fim dos centros de vacinação específicos da Covid-19 e a transferência de responsabilidades para os centros de saúde não pode ser assumida no plano nacional, mas sim encarada “local a local”, conforme as condições existentes em cada região.

Clique em baixo para assistir às entrevistas dos dirigentes da APMGF.

 

          

 

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