Confusão comunicativa sobre novo período de confinamento aumenta pressão sobre CSP

Em declarações aos canais televisivos TVI e SIC, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), Nuno Jacinto, sublinhou que o anúncio da redução do período de confinamento para indivíduos assintomáticos infetados pelo SARS-CoV-2 e contactos de alto risco de dez para sete dias, feito pela Diretora-Geral da Saúde, não foi dado à população em conjunto com a importante ressalva de que tal regra só entraria em vigor em 2022, facto que provocou um avalanche de pedidos de alta médica direcionada para os centros de saúde. “Os utentes enviam-nos e-mails e telefonam a este propósito. Quando somos nós a contactar os utentes Covid positivos, para saber como estão, perguntam se é agora que podem ter alta. Efetivamente, geram-se muitas dúvidas e alguma dificuldade em esclarecer este ponto porque ontem (30 de dezembro) toda a gente ouviu que o confinamento passaria para sete dias”, explicou Nuno Jacinto à TVI.

O dirigente associativo acrescentou ainda que existem “relatos de utentes que dizem que a Linha Saúde 24 já lhes disse para ficarem em casa apenas sete dias. Ora, o que foi dito e o que está escrito é que esta medida é para ser operacionalizada durante a próxima semana e nós, na nossa atividade, não nos podemos reger por comunicados de imprensa, temos de nos reger por normas emanadas da Direção-Geral da Saúde”.

 

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