Jornadas do GEsPal regressaram em 2022 com tónica reforçada de inclusão

As Jornadas do Grupo de Estudos de Cuidados Paliativos (GEsPal), realizadas este ano na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria, retornaram na sua quarta edição ao formato presencial, após dois anos de pandemia e eventos realizados em figurino online. E em boa hora o fizeram, reunindo mais de 80 participantes. Na véspera, a 7 de outubro, realizou-se a tertúlia “O Sentido do Cuidar”, na Biblioteca Municipal de Leiria, com moderação de Susana Magalhães, que serviu como excelente prelúdio às 4ªs Jornadas do GEsPal.

De acordo com a coordenadora do GEsPal, Helena Beça, esta edição é uma espécie de reinício auspicioso: “organizámos as 1ªs jornadas do GEsPal em 2019 e, nos dois anos seguintes, sucederam-se as segundas e terceiras jornadas, mas num modelo menos participativo, com menor – ou praticamente inexistente – interação com a assistência. Assim, estarmos aqui nas 4ªs jornadas em Leiria significa quase começar de novo”. Ainda segundo a responsável do Grupo de Estudos, a quarta edição marcou a diferença em várias dimensões. Desde logo, porque o GEsPal saiu da sua habitual área geográfica de conforto, o Norte, aproveitando esta deslocação “para partilhar outras experiências e estar com outras pessoas, noutros contextos, nomeadamente o académico. Tratou-se de uma mais valia, algo que se confirmou inclusive nos trabalhos apresentados”. O GEsPal continuou também o seu trajeto de aproximação à comunidade. “Contámos com apresentações de dirigentes de associações, mas também de pessoas a título individual que se juntaram a nós, como a Dra. Teresa Moreira da Apela – Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica. Parece-nos portanto que o GEsPal, embora esteja ainda numa fase muito inicial do seu desenvolvimento (até porque a pandemia interrompeu a sua expansão), tem condições para no próximo ano envolver ainda mais profissionais de outras áreas e sobretudo da comunidade”, explica Helena Beça. A coordenadora do Grupo defende claramente uma postura agregadora de interesses e saberes para estas iniciativas científicas e sublinha que “os cuidados paliativos precisam de todos”, motivo pelo qual em 2023 será expectável que as 5ªs Jornadas do GEsPal integrem “mais comunidades e associações, o que será extremamente enriquecedor”.

Já para Susana Magalhães, coordenadora da Unidade de Conduta Responsável em Investigação do Instituto de Investigação em Inovação em Saúde (Universidade do Porto), coordenadora do Grupo de Estudos e Reflexão em Medicina Narrativa (GERMEN) e membro da Comissão Científica destas jornadas, é importante destacar no programa do evento uma sessão em particular, capaz de lançar sementes para o futuro: “a mesa redonda organizada no final da manhã de dia 8 de outubro, sobre cuidar de quem cuida, foi na verdade um momento privilegiado para escutarmos as histórias de quem é cuidador, de quem tem de pensar a organização dos cuidados a nível nacional, de quem está no terreno como profissional de saúde no âmbito dos cuidados paliativos e das associações que dão apoio nesta área. Tenho a certeza de que todas as pessoas que estavam a assistir levaram para o seu contexto familiar, profissional e pessoal mensagens que são úteis no dia-a-dia para melhor cuidar, o que concedeu uma vertente pragmática à sessão”.

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