Colocar a pessoa no centro do tratamento da dor

O Grupo de Estudos da Dor da APMGF (MGF.dor) está a preparar para o 40º Encontro Nacional de MGF, em parceria com a Associação Portuguesa para o Estudo da Dor – APED, a sessão «A pessoa com Dor no centro da decisão: da integração de cuidados ao gold-standard na orientação desta patologia». A sessão em causa começará com uma breve introdução sobre o tema, sendo feitas algumas disposições iniciais e debatido o papel do médico de família na orientação da pessoa com dor, por parte do coordenador do MGF.dor, Raul Marques Pereira.

Seguir-se-á uma apresentação sobre o papel das unidades de dor crónica no tratamento da pessoa com dor, a cargo de Filipe Antunes (presidente da APED) e uma mesa-redonda centrada no tópico «A integração de cuidados entre os CSP e as Unidades de Dor Crónica – sinergias a perseguir», com a participação de Jorge Hernâni-Eusébio (assistente convidado na Escola de Medicina da Universidade do Minho e vice-coordenador externo do MGF.dor) e de Rita Moutinho (anestesiologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e membro da APED). Haverá ainda tempo para a apresentação do Livro de Apoio ao Médico de Família na Consulta à pessoa com Dor – por parte de Raul Marques Pereira – e da comunicação via on-line de Brona Fullen, professora associada na Escola de Saúde Pública, Fisioterapia e Ciências Desportivas da Universidade de Dublin e presidente da European Pain Federation, intitulada «Patient-oriented pain care: going global?». Por fim, será aberto um espaço final para questões e interação com a audiência.

Esta sessão do 40º Encontro Nacional de MGF assume importância crítica face à circunstância de um em cada três adultos em Portugal sofrer de dor crónica e de, em paralelo, os cuidados de saúde primários (CSP) serem a porta de entrada das pessoas com dor no SNS, fazendo deste nível de prestação de cuidados um elo imprescindível na avaliação, orientação e controlo da dor. É por isso necessário que médicos e enfermeiros de família disponham dos meios necessários para tratar o maior número possível de pessoas com dor, podendo assim ser criada uma rede de sinergias que torne mais fácil o percurso da pessoa com dor na rede de saúde.

“Sendo fundamental o estreitar de laços entre os CSP e os secundários (neste caso, através das unidades de dor hospitalares), as duas maiores sociedades científicas portuguesas para o Estudo da Dor (APED – Associação Portuguesa para o Estudo da Dor e MGF.dor – Grupo de Estudos de Dor da APMGF) irão reunir-se numa sessão oficial pela 1.ª vez neste que é o maior encontro de médicos de família do país. Esta sessão contará ainda com a participação da presidente da principal entidade em Medicina da Dor na Europa”, explica Jorge Hernâni-Eusébio.

A análise da Medicina da Dor com a pessoa no centro da decisão será o grande mote desta discussão, onde se lançarão as bases para uma relação em matriz de prestação de cuidados e a criação de documentos de consenso que possam orientar essa prestação. Como referenciado atrás, na tentativa de ir ao encontro das dificuldades sentidas pelos médicos de família na sua prática diária, o MGF.dor irá ainda lançar oficialmente nesta sessão a compilação em livro da série de folhetos de Medicina da Dor para apoio à consulta nos CSP. Trata-se, como tal, de uma sessão em cheio que não deverá em absoluto perder!

 

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