Inteligência artificial em MGF… revolução positiva mas com exigências éticas

A Comissão de Médicos Internos de MGF da Zona Norte (CMIMGFZN) vai organizar em parceria com a APMGF, no âmbito do 21º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família (ENIJMF), uma mesa redonda intitulada «Inteligência artificial em MGF». De acordo com Ana Sofia Novo Oliveira, médica interna pertencente à CMIMGFZN e que irá moderar a mesa, “ao longo desta sessão serão apresentadas e discutidas as diferentes utilidades da inteligência artificial (IA) em MGF, nomeadamente a utilização de algoritmos para diagnóstico e auxílio na tomada de decisões clínicas. Procuraremos explorar de que forma é que a inteligência artificial pode revolucionar a Medicina que hoje conhecemos e de que forma a podemos usar com segurança no dia-a-dia, respeitando os princípios éticos pelos quais nos devemos reger”.

Para a mesma médica interna, “a simplificação da consulta é o principal objetivo da AI nos cuidados de saúde primários. Imaginamos que, num futuro próximo, o médico de família conseguirá obter respostas cada vez mais rápidas, nomeadamente com recurso a algoritmos de apoio à decisão clínica e de previsão de risco, que garantam maior segurança e menos custos relacionados com a mesma. Para além disto, a IA terá um papel essencial na resolução de burocracias que sufocam a prática clínica de um médico de família, quer através do agendamento automático de consultas, do registo de exames, verificação de critérios de elegibilidade, entre outras tarefas repetitivas que nos roubam tanto tempo”. A sessão pretende, assim, dar a conhecer algumas das utilizações presentes da IA e, para tal, contará com a participação de Susana Oliveira (diretora do Mestrado em Gestão e Economia de Serviços de Saúde na Faculdade de Economia da Universidade do Porto) e Daniela Seixas (CEO da Tonic App), disponíveis para partilhar a sua visão sobre esta temática tão atual.

“Ainda que os riscos da utilização da IA não estejam totalmente estabelecidos, o recurso a estas tecnologias poderá permitir que o tempo de consulta seja dedicado àquilo que de mais valioso existe na nossa prática clínica: a relação médico-doente. Criando oportunidade para que a atenção do médico seja direcionada para quem tem à sua frente, caminharemos rumo a uma Medicina cada vez mais personalizada”, avança Ana Sofia Novo Oliveira.

Para a representante da CMIMGFZN, “o envolvimento das Comissões de Internos na organização do ENIJMF possibilita que eles mesmos se tornem agentes de mudança e de participação ativa na decisão dos temas que querem ver discutidos, dando espaço para um verdadeiro encontro entre várias gerações, com a partilha de ideias e experiências que são essenciais ao crescimento e formação de qualquer médico”.

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