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Regresso às origens… nas rédeas do tempo!

A próxima sessão do Clube de Leitura APMGF, que incidirá sobre uma obra perdida – ou achada – entre a ficção e o relato documental, a quimera e a memória de antepassados perdidos, intitulada «Céu Nublado com Boas Abertas», da autoria de Nuno Costa Santos, irá realizar-se no dia 27 de setembro, pelas 21h00. O médico dinamizador desta sessão é Miguel Azevedo. A participação no Clube de Leitura está sujeita a inscrição prévia, é gratuita para os sócios da APMGF e tem um custo de 35 euros para não sócios (valor que permite participar no ciclo integral). No final do ciclo, todos os participantes do Clube de Leitura que tenham assistido às sessões em direto receberão um diploma de participação entregue pela APMGF.

«Céu Nublado com Boas Abertas», publicado originalmente em 2016, pode ser encarado tecnicamente como um romance, mas talvez seja mais útil e preciso descrevê-lo como um diário fantasioso escrito a quatro mãos, num presente literário pelo próprio Nuno Costa Santos e num passado mais longínquo pelo seu avô, que parece convocar o neto para a tarefa árdua (mas bela) de cruzar histórias atuais e de outrora que têm como elemento comum e agregador o Arquipélago dos Açores, os seus habitantes, visitantes e navegantes. Pelo meio o leitor encontra, é certo, traços de neo-realismo, mas também laivos de bom humor e a vontade de um homem se (re)encontrar a si mesmo numa terra que é sua e dos seus, através de uma aventura existencial. De facto, o autor já indicou publicamente que na génese desta obra estava o desejo de dialogar com as memórias escritas (mas não editadas) que o seu avô micaelense deixou para trás, sobretudo relacionadas com uma experiência de doença (tuberculose) vivida nos anos 40. Memórias que são depois entrecortadas por flashes do presente açoriano, recolhidos por Nuno Costa Santos a pedido do mencionado avô. Esta é, assim, a história de uma relação afetuosa assíncrona, que transcende a morte e a linha do tempo.

Aqui, neste ambiente narrativo feito de acontecimentos reais enleados com vagas reminiscências e personagens fascinantes mas imperfeitas, o romancista, biógrafo, argumentista, cronista, dramaturgo e crítico literário Nuno Costa Santos revela o seu profundo amor pela família, os Açores e a escrita, através de um exercício que é ao mesmo tempo comovente e audaz.

 

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