Registo de dados, inteligência artificial e transformação digital são coordenadas importantes na viagem formativa do I Encontro de Grupos de Estudos

A pensar no I Encontro de Grupos de Estudos da APMGF – evento inédito que congregará doze dos grupos de estudos da APMGF num só local, permitindo aos participantes criar o seu próprio road map formativo em Medicina Geral e Familiar – o Grupo de Estudos em Saúde Digital (GESD) preparou várias iniciativas que são de enorme interesse e utilidade para especialistas de MGF e internos da especialidade. A começar pelas três sessões promovidas pelo grupo no dia 18. A primeira, denominada «Transformação digital em Portugal! Onde estamos? Para onde vamos?», irá segundo Ana Luís Pereira, membro do GESD, “oferecer um panorama geral sobre a transformação digital no nosso país, explicando qual a realidade atual e qual o caminho que a saúde digital poderá seguir entre nós. Assim, teremos connosco colegas que trabalham em empresas de saúde digital solidamente implementadas e que nos mostrarão trabalho já muito significativo e que porventura poderá ainda não ser do conhecimento geral”. A discussão estará essencialmente focada na telemedicina, uma vez que se trata da área da saúde digital mais disseminada e acessível em território português.

Já a segunda sessão da manhã do dia 18 de novembro, «Registo de Dados, Amigo ou Inimigo?», procurará dinamizar o debate em torno do processamento, gestão e rentabilização das maciças quantidades de informação recolhidas hoje na Saúde e da postura ética que é fundamental aperfeiçoar durante tal percurso. “Cada vez recolhemos mais dados das pessoas, seja diretamente através do sistema de saúde e dos seus serviços, seja por via da utilização de apps e dispositivos inteligentes a que recorrem os cidadãos. É importante, pois, começarmos a extrair informação válida deste manancial de dados. No presente fala-se muito da criação de repositórios e espaços de dados, como o European Health Data Space, no qual Portugal tem tido uma participação muito ativa. Estas transformações vão ter impacto na prestação de cuidados, na investigação, na maneira como os nossos dados são utilizados ou nos perfis de segurança que temos de criar, por exemplo. O nosso objetivo com esta sessão é portanto o de aprofundar a discussão sobre os dados e a sua gestão junto dos médicos de família”, avança Ana Luís Pereira.

Por fim, na sessão «AI na Saúde, o fim da Medicina como a conhecemos?», abordar-se-á aquela que é provavelmente a grande dúvida atual no que respeita ao cruzamento entre saúde e novas tecnologias: para onde caminhará o desenvolvimento da Inteligência Artificial e que riscos, desafios e vantagens acarreta. De acordo com Ana Luís Pereira este é um tema “que tem estado muito em voga, desde o lançamento do ChatGPT, mas que é importante contextualizar no que concerne às suas aplicações e real potencial para a área da saúde. Algumas soluções que fazem parte do nosso dia a dia já estão a recorrer a este tipo de algoritmos (mesmo que não tenhamos consciência desse facto) e, nesta sessão, contaremos com apresentações de pessoas que trabalham no campo da inteligência artificial e que partilharão connosco a sua experiência”.

É importante não esquecer, ainda, a iniciativa de formação organizada em conjunto pelo GESD e pelo Grupo de Estudos em Diabetologia na tarde de 17 de novembro, intitulada «Diabetes Digital».

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