Medicina que “respira” Arte gera melhores cuidados

A 4 de abril, o 41º Encontro Nacional de MGF oferece-lhe a possibilidade de participar numa sessão com contornos bem distintos, na medida que faz convergir no mesmo espaço e tempo duas dimensões que nem sempre caminham lado a lado: Arte e Medicina. Fará sentido recorrer aos múltiplos saberes e expressões artísticas para melhorar a forma como o médico interage com o doente? A Arte pode tornar o médico mais humano e, em consequência, aumentar a eficácia dos cuidados que presta? Estas e outras perguntas similares são absolutamente válidas e devem merecer a máxima atenção numa mesa moderada por Mário Santos (vice-presidente da APMGF e MF na USF Marginal) e que terá como oradores Teresa Tomaz (USF do Minho, ACeS Cávado I – Braga) e Miguel Cachinho Henriques (USF Conde da Lousã – ACeS Amadora).

Para Teresa Tomaz, é inegável que trazer a Arte, em qualquer uma das suas manifestações, para dentro do consultório é uma forma consciente de trabalhar a efetividade clínica: “segundo Iona Heath, «o médico de família é testemunha da experiência humana e da procura de significados na enfermidade e na doença». A Arte e as suas diferentes formas podem auxiliar o médico de família a complementar o seu conhecimento científico com a humanização dos cuidados de saúde. Há várias ferramentas, que abordaremos na sessão, que, não sendo normativas, são um convite a pensar e atuar de forma diferente”.

“Ao longo do meu percurso académico e agora enquanto médico interno, cada vez mais reconheço a necessidade de ir para além do que a Medicina nos dá como ferramentas clássicas de atuação clínica. Assim, tenho procurado explorar o papel da Arte no nosso posicionamento enquanto médicos, como pessoas que tentam compreender e estabelecer uma relação com o outro”, explica Miguel Cachinho Henriques.

Na sua perspetiva, esta sessão permitirá “explorar de que forma os diferentes meios artísticos (literatura, música, cinema, fotografia,etc.) podem contribuir para o estabelecimento da relação médico-doente, sendo fatores promotores de empatia com o doente, facilitando a comunicação com o mesmo e o entendimento médico/doente da doença e do estar doente. Adicionalmente, haverá também espaço para discutir o papel da Arte como meio para promover e facilitar a educação para a saúde. Pretendemos, assim, que esta sessão seja um ponto de reflexão e que promova a exploração dos médicos de família sobre este tema”.

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