Competências transculturais são chave para garantir prestação de cuidados válida a migrantes e refugiados

Na tarde do dia 4 de abril, o 41º Encontro Nacional da APMGF acolhe a mesa “Saúde dos Migrantes e Refugiados”, moderada por Nina Monteiro (Direção Nacional da APMGF) e que terá como oradores Patrícia Caeiros (médica interna de MGF e ativista no coletivo HuBB – Humans Before Borders, uma profissional com passagens por vários campos de refugiados na Grécia) e Henda Vieira-Lopes (psicólogo sistémico de foco cultural, diretor clínico e fundador da Yanda Psicologia e especialista em competências transculturais).

A saúde é um direito humano e um aspeto muito importante no processo de integração das pessoas migrantes nas sociedades que as acolhem. Quando os migrantes se deparam com barreiras no acesso aos cuidados de saúde, verão ainda mais aumentada a sua vulnerabilidade na área da saúde, mas também em outras esferas da sua vida.

Apesar de universalmente reconhecido com um direito humano, o acesso a cuidados de saúde adequados e atempados aos migrantes permanece ainda complexo, tanto em Portugal como noutros países da União Europeia. Estes obstáculos ao acesso à saúde derivam do processo de migração propriamente dito, mas também da falta de conhecimentos dos profissionais sobre o enquadramento legal e direitos das pessoas migrantes, das dificuldades na comunicação e da escassa formação dos profissionais de saúde em competências transculturais.

Nesta sessão será abordado o que se espera de um médico de família no atendimento a pessoas migrantes e como podemos otimizar estes momentos e também, de uma forma geral, as competências transculturais em saúde.

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