IDAHOBIT 2024 – Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia

Cares colegas,

A 17 de maio celebra-se o Dia Internacional contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia. No dia 17 de maio de 1990 a OMS retirou a homossexualidade da classificação Internacional de Doenças. Um momento histórico, que se assinala todos os anos como um dia de liberdade, de celebração da diversidade, de luta pelos direitos humanos. Como profissionais de saúde, este é o tempo de nos posicionarmos, de agirmos com consciência e com objetivos realistas, de modo a garantir cuidados de saúde que dignifiquem e respeitem as vivências de pessoas LGBTQIA+.

Comprovadamente as pessoas LGBTQIA+ têm menos acessibilidade a cuidados de saúde – seja por medo/falta de oportunidade de revelar a sua orientação sexual e/ou identidade de género aos profissionais de saúde, seja por obstáculos burocráticos nos registos de utentes (como acontece muitas vezes com pessoas trans), seja por falta de conhecimentos científicos por parte dos profissionais.

Este último fator é de extrema importância, porque depende da nossa ação direta, colmatar uma lacuna na formação pré e pós graduada de todas as classes profissionais em saúde LGBTQIA+. Depende de nós combater o preconceito ainda vigorante de que estes conhecimentos não são necessários, inviabilizando esta área de conhecimento.

Nada mais errado. A população LGBTQIA+ tem problemas de saúde específicos e por isso exige conhecimentos específicos. Reconhecer que é preciso saber mais para melhor tratar é básico em qualquer prática de cuidados de saúde. Porque haveria de ser diferente na saúde de pessoas LGBTQIA+?

Este é só o primeiro passo. O seguinte será abrir a porta do nosso gabinete, providenciando um espaço seguro, que reconheça que cada pessoa é individual e que tem de ser respeitada e tratada de acordo com quem escolheu amar e ser. Mesmo que sejam escolhas diferentes das nossas ou escolhas das quais pouco sabemos.

Fora do nosso gabinete, o mundo continua a ser discriminatório e violento para a comunidade LGBTQIA+, especialmente se a pessoa interseccionar vários preconceitos – se for racializada, se for migrante, ou se for de baixa condição sócio-económica. Façamos do nosso gabinete um espaço de confiança, de respeito, de liberdade.

Hoje convém lembrar que a LGBTQIfobia continua a ferir e a matar. É o momento de levantar a voz e mostrar que na Saúde, com o nosso trabalho, também podemos lutar por uma sociedade mais justa e digna para todas as pessoas, livre de preconceito e discriminação.

O Grupo de Estudos de Diversidades Sexuais e de Género, assinala este dia com a divulgação de um questionário para avaliar as necessidades formativas na área da saúde LGBTQIA+. O questionário levará cerca de 10 minutos para completar e será muito valioso na planificação e priorização das ações futuras, nomeadamente estruturação de formações e elaboração de material de apoio à consulta. Pode aceder ao questionário aqui.

Agradecemos a colaboração de todes,
O Grupo de Estudos de Diversidades Sexuais e de Género
* Este artigo segue, por vontade dos autores, as regras da linguagem neutra

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