Webinar «Impacto da doença mental familiar na parentalidade e desenvolvimento infantil»

No dia 18 de fevereiro e integrado no ciclo de webinars APMGF 2023 será realizado o webinar «Impacto da doença mental familiar na parentalidade e desenvolvimento infantil». Pode aceder ao webinar aqui. A data limite de inscrição são as 23h59 do dia 16 de fevereiro. Esta ação de formação incluirá no grupo de formadoras as médicas Cláudia Penedo (coordenadora do Grupo de Estudos de Saúde Mental – GESM – da APMGF), Beatriz Cruz e Clara Ferreira (colaboradoras do GESM) e Salomé Ratinho, médica especialista em Pedopsiquiatria da Infância e Adolescência do Hospital do Espírito Santo (Évora).

Os filhos de pais com doença mental enfrentam com maior frequência eventos adversos de vida, o que lhes confere uma vulnerabilidade específica para doença orgânica e psiquiátrica em geral e não só para a doença psiquiátrica que afeta os pais. Estudos demonstram que uma em cada cinco crianças vive em famílias com psicopatologia.

Estas crianças estão sujeitas a fatores de risco de natureza biológica/genética, mas principalmente fatores ambientais com grande impacto no seu desenvolvimento, tais como competências parentais deficitárias, contexto de violência, negligência e abuso físico ou psicológico, uso de substâncias, situação sócio-económica desfavorecida, isolamento na comunidade por consequência do estigma, entre outros.

Os médicos de família estão numa posição privilegiada para a identificação precoce de famílias e crianças em sofrimento. O acompanhamento da gravidez nos Cuidados de Saúde Primários permite o estabelecimento de uma relação de confiança com os pais, o que aumentará a probabilidade de ser solicitada ajuda após o parto. Também as consultas de Saúde Infantil promovem a capacitação parental, com observação ativa da díade mãe-filho, psicoeducação, proposta de estratégias e modelos educativos adequados à fase de desenvolvimento e identificação precoce de nova psicopatologia parental. Apesar da complexidade do tema e de, em muitas famílias, ser necessária a contribuição dos Cuidados de Saúde Secundários, as intervenções realizadas no contexto primário são extremamente importantes como prevenção primária e secundária e até como adjuvantes dos cuidados secundários, podendo assim reduzir a morbilidade nas crianças e ter um impacto positivo na dinâmica das famílias.

 

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