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Três dias em grande:                                       Estar no 34º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (MGF) equivale a tomar parte na
                                                                  ampla discussão inter-pares de importantes questões sócio-profissionais, na análise e assimilação
       Bem vindos ao                                              das mais recentes novidades no domínio clínico disponibilizadas em múltiplos formatos (co-


                                                                  municações orais, pósteres, workshop, cursos, simpósios, etc.) e no reencontro de velhos amigos.
       Encontro Nacional!                                         Mas mais do que isso, é a possibilidade de participar em sessões construídas para perceber o que

                                                                  acontecerá à Medicina Geral e Familiar (MGF) e aos seus especialistas daqui para a frente

                                                                   É                                          internos da especialidade, equipas de trabalho dos CSP
                                                                        difícil selecionar os principais pontos de interes-
                                                                                                              e  utentes  do  Serviço  Nacional  de  Saúde.  O  primeiro
                                                                        se no Encontro Nacional, tão rico é o seu pro-
                                                                        grama. Ainda assim, vale a pena realçar a confe-
                                                                                                              (coordenador do Internato de Saúde Pública na Admi-
                                                                  rência de abertura de Daniel Soranz, que esteve à frente   destes momentos terá a colaboração de Rui Portugal,
                                                                  da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro até   nistração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo –
                                                                  ao final de 2016 e que trará junto dos colegas portugue-  ARSLVT – e coordenador do Plano Nacional de Saúde
                                                                  ses um retrato muito interessante da evolução recente   2012-2016) e de Armando Brito de Sá, MF na Unidade
                                                                  de um sistema de saúde baseado em cuidados de saúde   de Saúde Familiar (USF) Conde Saúde (ACeS Arrábida).
                                                                  primários (CSP) que é grande em dimensão e em espe-  A moderação desta primeira sessão «futurista», que se
                                                                  ranças. Antes de assumir a liderança da Secretaria Muni-  focará nos aspetos mais ligados à prática clínica, será de
                                                                  cipal do Rio de Janeiro, Daniel Soranz foi subsecretário   Jorge Brandão (médico de família na UCSP Amadora e
                                                                  de Atenção Primária, Vigilância e Promoção da Saúde e   vice-presidente da APMGF).
                                                                  o responsável pela implantação das clínicas da família na   Já no dia 17 de março decorrerá o debate «Acolher o
                                                                  cidade do Rio de Janeiro, um projeto pioneiro naquele   futuro… formação e academia». Nelson Rodrigues, vi-
                                                                  país e reconhecido como uma das maiores expansões de   ce-presidente da APMGF, moderará uma sessão onde
                                                                  saúde do mundo, que permitiu incorporar mais de dois   os convidados são David Rodrigues (médico de família
                                                                  milhões de pessoas no sistema de saúde, com a amplia-  na USF Santa Cruz, diretor do Internato MGF no ACeS
                                                                  ção da cobertura de 3,5% para 45% da população. O es-  Oeste Sul e docente convidado da Unidade de MGF da
                                                                  pecialista de Saúde Pública e de Medicina da Família e   Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova
                                                                  Comunidade vai explicar no Estoril como boas decisões   de Lisboa) e Luís Miguel Santiago (médico na USF To-
                                                                  de gestão, que reforçaram no passado o peso dos CSP   pázio e professor associado convidado na Faculdade de
                                                                  no universo do sistema de saúde carioca, permitem hoje   Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior).
                                                                  que o mesmo resista ao impacto da crise.    A 18 de março, mesmo antes da cerimónia de encer-
                                                                                                              ramento, terá lugar o último destes debates seminais,
                                                                  Preparados para acolher o futuro?           «Acolher o futuro… globalidade». Oportunidade, sem
                                                                  As memórias do 34º Encontro Nacional vão, com certe-  dúvida, para sumariar e apurar todas as ideias e pers-
                                                                  za, ficar marcadas pela realização de um tríptico muito   petivas desenvolvidas durante os três dias do Encontro
                                                                  especial: os debates «Acolher o futuro… clínica», «Aco-  Nacional em torno do futuro da Medicina Familiar, com
        O médico brasileiro Daniel Soranz, um dos obreiros da reforma   lher o futuro… formação e academia» e «Acolher o fu-  a ajuda de Luís Pisco (vice-presidente da ARSLVT) e do
        das clínicas da família na cidade do Rio de Janeiro, será figura   turo…  globalidade».  Em  conjunto,  foram  desenhados   já referenciado Daniel Soranz, sob moderação de Ana
        de proa do Encontro Nacional                              para sistematizar a reflexão sobre aquilo que os próxi-  Barata (médica de família na UCSP Buraca e vogal da

                                                                  mos  anos  reservam  para  os  médicos  de  família  (MF),   Direção Nacional da APMGF).




       Ante-estreia de “Médico de Província” no 34º Encontro Nacional:


       Filme francês dá mote à reflexão sobre o que


       significa ser MF em regiões isoladas





               o encerramento do 34º Encontro Nacional de MGF vai ser analisada a situação dos médicos de família colocados
               em locais mais isolados e rurais do país, as suas rotinas, dificuldades, ligações afetivas à comunidade e perspetivas
        Nde futuro. Isto numa fase em que Portugal procura atrair jovens médicos para regiões menos atrativas do ponto
       de vista profissional, por via de incentivos financeiros e de outra ordem.
       A matéria será o foco principal do  debate “Acolher o futuro... na província – ser médico de família e depois!?”, programado para
       o dia 18 de março, pelas 12h30.
       Nesta sessão vão intervir os médicos de família Armando Brito de Sá, Tiago Maricoto e Sara Marques, esta última a exercer
       numa unidade de saúde de Tondela e com o internato médico cumprido na região de Tábua, experiências que a autorizam a
       falar com legitimidade sobre os desafios da Medicina praticada no interior.
       O debate colherá inspiração na ante-estreia da longa metragem “Médico de Província”, uma produção francesa do realizador Tho-
       mas Lilti, que tem no papel do personagem principal (o médico de família Dr. Jean-Pierre Werner) o aclamado ator François Cluzet.
       A obra retrata a vida de um médico de província que nos últimos trinta anos tem trabalhado em várias aldeias, distantes de
       qualquer unidade hospitalar. Quando descobre que sofre de uma grave doença, Werner não tem outra escolha senão encontrar
       um substituto, apesar de se considerar – e de os seus pacientes o considerarem – insubstituível. O filme revelou-se um enorme
       êxito em França e Espanha e só terá estreia comercial nas salas nacionais a 23 de março.           O filme “Médico de Província” será exibido em ante-
       Durante o 34º Encontro Nacional de MGF, a longa metragem será exibida pela primeira vez no nosso país no auditório do Centro de   estreia nacional no 34º Encontro Nacional de MGF
       Congressos do Estoril, em duas partes. A primeira sessão decorrerá no dia 16 de março e a segunda a 17 de março, ambas às 19h00.
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