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À descoberta das competências nucleares da MGF em voluntariado internacional

              A experiência de uma médica interna de



                                                                 Medicina Geral e Familiar














































                                                                                                                              Uma consulta
                                                                                                                              médica no Campo
                                                                                                                              Esperança
                         Joana Ribeiro

                         Médica interna de Medicina Geral e Familiar, 4º ano, USF Rainha D. Amélia, ACeS Porto Ocidental



       “I don’t know what your destiny will be, but one thing I do know: the only ones among you who will be really happy are those who have
       sought and found how to serve.”

       Albert Schweitzer, médico voluntário


               escolha  de  “Ser  Médico”  é   entre aulas de anatomia e noites de
               um  caminho  pautado  por    estudo  até  chegarmos  ao  final  do
         A curvas que se iniciam entre      curso.  Nesta  altura  ainda  se  conse-
       o  sonho  e  a  vontade.  A  sociedade   gue  ver  a  genuinidade  de  muitos  e
       acrescenta uns pós de pressão, mui-  a  animosidade  em  começar  a  ver


          “O tempo para conhecer, estabe-


           lecer relação, clarificar, incentivar


          ou prevenir, deixa de ser prioritário,


            porque mais importante do que


                 responder «Quem vemos?»

               é mostrar «Quantos vemos?»”                                                                                              O Campo Esperança


                                                                                dos  pela  relação  médico-doente,   bemo-nos que a lista de utentes não
       tas horas de estudo e ingressa-se na   doentes – o Ser-se Médico!        pelo  seguimento  das  famílias,  pela   acaba e que a quantidade ganha à
       escola de Medicina como um herói.    Iniciamos a etapa do trabalho e da   comunidade .                        qualidade – o tempo para conhecer,
                                                                                            1
       A faculdade exige, deixamos de ser   especialidade.  Aqueles  que  esco-  E vêm os primeiros doentes, os segun-  estabelecer relação, clarificar, incen-
       os maiores para sermos iguais. Inicia-  lhem Ser Médicos de Família entram   dos e os tantos seguintes… e depois   tivar ou prevenir, deixa de ser prioritá-
       -se a pressão interpares e o caminho   nas  unidades  de  saúde  entusiasma-  as exigências, a burocracia. Aperce-  rio,  porque  mais  importante  do  que
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                                                                                                  Jornal Médico de Família • n.º 8• IV Edição • 3º trimestre de 2017
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