Auditório – Sessão Plenária

Sexualidade na pessoa idosa

Sessão conjunta – GESEX/GESI

 

Moderação: Sofia Mendes

Médica de Família. USF Castendo, USL Viseu Dão-Lafões. Especialização em Sexologia Clínica e Terapia de Casal. Competência de Sexologia Clínica pela Ordem dos Médicos. Membro do GESEX da APMGF

Salomé Costa e Silva

Médica de Família. UCSP Aveiro II, ULS Região de Aveiro. Pós-graduação em Geriatria pela FMUP. Membro do GESI da APMGF

Maria Branca Cunha

Médica interna de MGF. USF Despertar, ULS Santo António. Pós-graduação em Geriatria pela FMUP Membro do GESI da APMGF

A procura de ajuda profissional pelo idoso para resolver problemas relacionados com a sexualidade no casal é frequentemente inibida por constrangimento, receio dos juízos de valor ou por estereótipos como o sexo na terceira idade ser “errado”, “inapropriado” ou “dispensável”. Por outro lado, os próprios profissionais de saúde sentem-se constrangidos, com falta de treino, ou desvalorizam esta questão, levando a que muitas vezes seja selado entre médico e utente um “pacto de silêncio”.

O envelhecimento é caracterizado por mudanças fisiológicas, patológicas, comportamentais e psicossociais que podem interferir com a sexualidade, sendo difícil segregar o seu impacto individual. Outro problema prático surge quando os idosos são institucionalizados e perdem a privacidade com o seu companheiro.

A literatura sugere que tanto homens, como mulheres, continuam a ser sexualmente ativos numa fase mais tardia da vida adulta, apesar das alterações ou dificuldades que possam experienciar nesta área das suas vidas. A sexualidade poderá constituir um meio de expressão do idoso, reforçar a sua autoestima, a sua identidade e prevenir a depressão ou ansiedade.

O Médico de Família representa uma fonte acessível de ajuda no que diz respeito aos problemas ligados à sexualidade do casal idoso. Por este motivo, é essencial que assumam um papel mais ativo na procura de problemas deste foro, sua gestão e orientação terapêutica.