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Peddy paper animará o centro de Braga

No âmbito do Encontro Nacional:

Porque nem só de formação e exposições em sala vive um evento como o Encontro Nacional – espaço privilegiado para o troca de conhecimentos mas também para o fortalecimento de amizades e parcerias – em Braga será organizado por dois grupos de estudos da APMGF um peddy paper que promete despertar consciências para os estilos de vida saudáveis. A atividade física vai ser promovida em toda a linha da frente, não apenas como mensagem para transmitir aos utentes, mas como recomendação para os próprios médicos, que muitas vezes descuram esta dimensão por entre os seus afazeres diário.

O Grupo de Estudos de Nutrição e Exercício Físico (GENEF) e o Grupo de Estudos de Saúde Mental (GESME) juntaram forças para organizar no dia 15 de março, durante o 36º Encontro Nacional, um peddy paper que atravessará as ruas da cidade dos arcebispos. A iniciativa decorrerá entre as 13h00 e as 14h30, com oferta de saco de almoço saudável. Os interessados deverão inscrever-se nos site oficial do evento (www.36enmgf.pt ) até às 24h00 do dia 1 de março de 2019. O número limite de equipas é de 15, sendo que cada equipa deverá ter três a quatro membros (as inscrições podem ser feitas por equipas completas ou de forma individual, sendo o participante encaixado numa equipa ainda sem número máximo de participantes).

Às três equipas mais bem classificadas serão atribuídos prémios pela APMGF. O prémio para a equipa que ficar em primeiro lugar será a inscrição no 23º Congresso Nacional de MGF, com jantar convívio incluído, para todos os elementos da equipa. É importante realçar que a cidade de Braga foi, no ano de 2018, Capital Europeia do Desporto e, desde então, muito tem sido feito naquela sede de distrito para garantir uma população cada vez mais ativa e com mais saúde.

Assim, para entrarem no espírito dinâmico desta cidade, o GENEF e o GESME delinearam este peddy paper com o objetivo de promover e sensibilizar os participantes do 36º Encontro Nacional de MGF para um estilo de vida saudável. Esta atividade vai decorrer em diferentes espaços culturais e históricos do centro da cidade de Braga e proporcionará aos participantes um momento divertido de trabalho em equipa.

 

Colocar o corpo e a mente em movimento ajuda a prevenir o burnout

 

De acordo com Bernardo Pereira e Catarina Macedo, do GENEF, “este peddy paper pretende alertar os médicos de família para o papel central que a alimentação e o exercício físico têm na promoção da saúde física e mental da população. A realização desta atividade no centro da cidade de Braga permite aliar a vertente cultural à sensibilização de toda a comunidade para a importância da adoção de hábitos e estilos de vida mais saudáveis. Pretende-se também fomentar o trabalho em equipa de todos os participantes e reforçar a importância da atividade física na prevenção do burnout do profissional de saúde”.

A atividade desenvolvida pelos dois grupos de estudos pode ainda ser pouco habitual em congressos médicos, mas segundo Nuno Florêncio e Luís Amaral, do GESM, tenderá a tornar-se cada vez mais comum, em particular no que toca a eventos que envolvem especialistas de MGF: “os médicos de família são especialistas da pessoa e do seu contexto, pessoal, familiar, social e cultural. Abel Salazar resumiu também claramente que «quem só sabe de medicina, nem de medicina sabe». Neste sentido, é fundamental que nos congressos médicos se estimule o diálogo, a partilha, o convívio entre colegas e inclusivamente conhecer as pessoas e o local que nos recebe, a sua história, a sua cultura, gastronomia, música, dança. O movimento é natural e é com ele que exploramos o mundo e nos relacionamos. Não o fazer seria um desperdício e não seria tão enriquecedor, tanto para a nossa formação médica, como para o nosso crescimento como pessoas que somos”.

 

Médicos «empurrados» para a cadeira

 

A generalidade dos médicos de família portugueses oferecem aconselhamento sobre estilos de vida saudáveis às famílias que seguem, mas na realidade não são muitos os que levam um vida plenamente ativa.

“Se tivermos em conta as recomendações de atividade física, uma parte da comunidade médica poderá responder que pratica exercício físico de forma regular, já no contexto profissional, percebemos facilmente que quase a totalidade apresentará um comportamento sedentário, passando mais de 6 a 8 horas sentado por dia. São bem conhecidos os benefícios do exercício físico regular, contudo só há uns anos a esta parte existe evidência científica forte sobre os malefícios da inatividade/sedentarismo, nomeadamente do tempo sentado nas diferentes atividades do dia a dia”, explica Diogo Lima, do GENEF.

Este colaborador do GENEF atesta que “à maioria dos médicos são disponibilizados recursos laborais que favorecem o tempo sentado. Talvez tenha chegado a altura de propor a disponibilização de recursos que permitam executar algumas tarefas clínicas em pé e de fomentar as pausas ativas no trabalho. Existe cada vez mais consciência de que um médico ativo promove a atividade dos seus utentes e, neste sentido, existem cada vez mais médicos da família empenhados em aumentar de forma global a atividade da população”.

 

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