O apagão informático registado na manhã de hoje (19 de outubro) nas unidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), hospitais e unidades dos cuidados de saúde primários (CSP), que afetou todas as aplicações digitais e softwares usados para o atendimento ao utente, registo clínico e prescrição, vai implicar trabalho acrescido para as equipas nos próximos dias, afirmou à RTP o vice-presidente da APMGF, António Luz Pereira: “estiveram afetadas todas as aplicações que são utilizadas a nível nacional, prescrição de medicamentos, consulta daquilo que é o histórico de medicamentos do utente, emissão de exames, consulta dos resultados dos exames anteriores, tudo aquilo que é o historial dos utentes esteve indisponível. Foi também impossível observar os registos de vacinação ou fazer o registo de novos procedimentos vacinais durante a manhã de hoje. O mesmo sucedeu com a passagem de baixas, os certificados de óbito, tudo aquilo que está informatizado a nível nacional esteve inacessível em todos os centros de saúde. Teve um impacto grande na prestação de cuidados de saúde e é algo que se vai prolongar para os profissionais de saúde nos dias seguintes. Toda aquela atividade que foi feita hoje, as informações que são importantes registar em termos de processo clínico, resultados de exames, emissão de novos exames, prescrição de medicamentos, para os quais não foi possível emitir uma receita, tudo isso nos próximos dias vai ter de ser reposto pelos profissionais de saúde”.
O dirigente da APMGF sublinha que embora sejam comuns a falhas pontuais nos sistemas informáticos do SNS, esta situação assumiu uma magnitude rara: “muitas vezes acontece a indisponibilidade de alguma aplicação, de uma forma mais ou menos temporária. Hoje, pela dimensão, pela abrangência, acabou por ser uma situação fora daquilo que é o habitual nos serviços de saúde”.












