Ser recém-especialista na era COVID

No dia 20 de maio, a partir das 14h30, o 19º Encontro Nacional de Internos e Jovens Médicos de Família (ENIJMF) vai acolher a mesa-redonda «Ser recém-especialista em tempo COVID», moderada por Aldara Braga (médica de família na UCSP Terras de Bouro) e com intervenções de quatro jovens especialistas de MGF, a saber: Mónica Fonseca (USF Sofia Abecassis), Inês Madanelo (UCSP Vila Nova de Paiva), João Girão (USF Salus) e Sara Domingues (UCSP Carapeços).

Em conjunto com a audiência, estes profissionais de saúde analisarão os desafios com que se depararam os jovens recém-especialistas em MGF durante o último ano, porventura um dos mais complexos das últimas décadas no que toca à organização e prestação de cuidados de qualidade, face às conhecidas limitações introduzidas pela pandemia.

Na perspetiva da moderadora da mesa, este será o momento propício do Encontro para “debater as diversas dificuldades sentidas por um Médico de Família, perante a adversidade que foi iniciar carreira durante a pandemia”, com destaque para a discussão dos “medos e adversidades sentidas com os utentes e a gestão dos mesmos, a utilização das consultas à distância, a necessidade de gerir um conjunto de atividades que interferem na atividade assistencial do Médico de Família, gerir conflitos internos e externos entre outros assuntos, incluindo também o desenvolvimento de outras capacidades que foram necessárias para dar resposta às diversas dificuldades”.

Aldara Braga acredita que os colegas que iniciaram a sua carreira neste período sanitário conturbado não têm de se sentir prejudicados devido a tal circunstância, até porque a pandemia, apesar de quase sempre forçar as pessoas a encetar adaptações individuais, pode mesmo “ser tempo de oportunidades diferentes e únicas”.

Relativamente ao novo modelo participativo adotado para este ENIJMF, que reuniu contributos de comissões de internos e recém-especialistas de todo o país para a elaboração do programa, a médica da UCSP Terras de Bouro considera que foi encontrada uma fórmula de sucesso: “é, sem dúvida, uma mais valia. Nós sabemos que a organização e gestão da especialidade varia consoante as regiões nacionais e é importante conhecer todas as dinâmicas, de uma forma transversal. A partilha de experiências é imprescindível para o nosso crescimento enquanto Médicos de Família”.

 

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